Marcha em Paris reúne mais de 1,5 mi de pessoas e líderes de 50 países
SÃO PAULO, SP - Mais de 2,5 milhões de pessoas foram às ruas de Paris e de várias cidades da França neste domingo (11) para homenagear as vítimas do atentado terrorista ocorrido na quarta (7) contra o jornal "Charlie Hebdo".
Em Paris, organizadores estimaram a presença de 1,5 milhão de pessoas. No entanto, Bernard Cazenueve, ministro do Interior, disse que o ato reuniu uma multidão "sem precedentes" e que é impossível fazer uma contagem precisa.
Cidades como Lyon (300 mil), Bordeaux (140 mil) e Marselha (60 mil) também tiveram atos expressivos.
Mais de 50 líderes mundiais estiveram na capital francesa para protestar contra o terrorismo. Entre eles estão o palestino Mahmoud Abbas e o israelense Benjamin Netanyahu. Junto com representantes de outros países, como David Cameron (primeiro-ministro do Reino Unido), Mariano Rajoy (primeiro-ministro da Espanha) e Angela Merkel (chanceler da Alemanha), eles caminharam por 200 metros, à frente da multidão.
A marcha, que começou às 15h (12h em Brasília) seguiu da praça da República até a praça da Nação, num trajeto de cerca de três quilômetros. As ruas ao redor das rotas oficiais também foram tomadas pelos franceses.
A marcha foi realizada de forma lenta e tranquila. A dispersão ocorreu por volta das 21h (18h em Brasília).
"Paris hoje é a capital do mundo", afirmou o presidente francês, François Hollande.
Antes do início da passeata, o público reunido em torno da praça da República cantou a Marselhesa, o hino nacional criado durante a Revolução Francesa.
Várias pessoas gritaram palavras de ordem, como 'viva a França!'.
Em outra frente, ministros do Interior de diversos países europeus se reuniram em Paris para coordenar novas medidas para endurecer a luta contra o terrorismo.
A marcha histórica acontece após ataque ao jornal 'Charlie Hebdo' e do sequestro de reféns em um mercado judaico nesta semana. Essa série de eventos deixou 17 mortos.
