Paris é a capital do mundo, diz Hollande antes de marcha que deve reunir 1 milhão
SÃO PAULO, SP - "Paris hoje é a capital do mundo", afirmou o presidente francês François Hollande aos membros de seu gabinete reunidos no Palácio do Eliseu. A declaração ocorre antes do início da "marcha republicana", deste domingo (11) em Paris.
Cerca de 1 milhão de pessoas são esperadas na marcha. Os participantes caminharão da praça da República à praça da Nação e terão dois itinerários disponíveis, um de 3 km e outro de 3,5 km.
A segurança será reforçada e os metrôs ao longo dos percursos, fechados.
Além de Hollande, outros políticos franceses comparecerão ao ato, como o primeiro-ministro Manuel Valls e a prefeita de Paris, Anna Hidalgo e o ex-presidente Nicolas Sarkozy, além de vários ministros.
O partido de extrema-direita Frente Nacional, presidido por Marine Le Pen, entretanto, não deve participar e deve se manifestar em cidades e departamentos onde têm base eleitoral forte. Le Pen o fará em Beaucaire, no sudeste do país.
Entre os chefes de Estado europeus, David Cameron, premiê britânico, Angela Merkel, chanceler alemã, Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol e Mateo Renzi, premiê italiano, são alguns dos nomes que estarão presentes.
Países cujas relação são deterioradas ou belicosas também terão representantes lado a lado na manifestação.
É o caso de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense e do chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov e do presidente ucraniano, Pedro Porochenko. Os quatro estarão em Paris nesta tarde.
Além dos políticos, líderes religiosos e de organizações supranacionais, como Moché Lewin, diretor-executivo da Conferência dos rabinos europeus, e Jens Soltenberg, secretário-geral da Otan, também são esperados.
O Brasil será representado por seu embaixador em Paris, José Bustani.
