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Não houve confronto, mas a ação da PM contra o ato, diz membro do MPL

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SÃO PAULO, SP - O MPL (Movimento Passe Livre) reclamou da ação da polícia durante o protesto contra o aumento das tarifas, realizado na noite desta sexta-feira (9), na região central de São Paulo. O ato começou de forma pacífica, mas terminou com confronto, depredações e 51 pessoas detidas.
"A policia dispersou o ato na Consolação. Não houve confronto, mas a ação da policia contra o ato", disse Andreza Delgado, do MPL. Em sua página no Facebook, o grupo disse que "os manifestantes foram violentamente reprimidos pela PM, que lançou bombas de gás, bombas de estilhaço mutilante e atirou com balas de borracha para impedir que a marcha chegasse à Paulista".
"Quando a marcha subia a rua da Consolação, a PM iniciou a repressão, prendendo um grupo de manifestantes. Fugindo das bombas e dos tiros, os milhares que participavam do ato correram para as ruas laterais, seguindo pela av. Angélica, direção Pacaembu, e pela rua Augusta, na Bela Vista. A PM perseguiu os manifestantes que seguiam agrupados, atacando-os", afirmou o grupo.
O MPL afirma que o ato reuniu em torno de 30 mil pessoas, número bem maior do que o apontado pela PM, que é de 5 mil. O movimento marcou para a próxima sexta-feira (16) um novo ato contra o aumento das passagens. Não foi informou onde ele deve acontecer.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que "lamenta que, por meio do silêncio, o MPL endosse os atos de vândalos". A pasta afirma que as agressões partiram de vândalos e, por isso, foi necessário o uso de técnicas de dispersão.
"A PM esclarece que atuou para garantir a segurança dos manifestantes e da população, que respeita o pleno direito à liberdade de manifestação e que só agiu para conter aquelas pessoas que, lamentavelmente, agrediram policiais a pedradas, além de atacar estabelecimentos comerciais, bancos e veículos do transporte público", afirmou.

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