Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Polícia Civil do Ceará quer fazer reconstituição da morte de italiana

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP - A Polícia Civil do Ceará negou nesta segunda-feira (5) que a estudante Mirian França, 31, presa temporariamente sob suspeita de envolvimento no assassinato da italiana Gaia Molinari, tenha sido impedida de se comunicar com a família no Rio. E informou que pretende fazer uma reconstituição do crime, com a participação de Mirian.
No sábado (3), em entrevista à reportagem, a mãe da estudante, Valdicéia França, 63, afirmou que havia tentado falar com a filha por telefone, mas que a polícia informou que não poderia passar suas ligações nem recados.
Durante entrevista à imprensa nesta segunda (5), a delegada que cuida do caso, Patrícia Bezerra, afirmou que Mirian não quis ligar para a mãe no momento da prisão. "Na ocasião, ela [Mirian] estava com o telefone celular apreendido e pediu para verificar dois nomes na agenda, de um amigo e da orientadora dela do doutorado", disse.
A delegada afirmou ainda ter conversado com Valdicéia por telefone. "Ela telefonou para o meu telefone celular pessoal, e eu disse para ela que, dentro do possível, tudo estava bem com a filha dela."
Segundo o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Delci Teixeira, a polícia tentou combinar com a mãe da estudante um horário na manhã desta segunda para que ela falasse com a filha por telefone.
"Nós entramos em contato com a Secretaria de Direitos Humanos do Rio. Foi combinado que a mãe iria hoje às 11h para que pudesse de lá fazer um telefonema e conversar com a filha. Ela acabou não comparecendo", disse.
Gaia Molinari foi encontrada morta no dia 25 de dezembro, estrangulada, em Jericoacoara, no litoral do Ceará. Mirian, que viajava com ela, cumpre prisão preventiva por 30 dias, por contradições em seus depoimentos, segundo a polícia. Ela está numa cela separada dos demais presos em uma delegacia de Fortaleza.
"Eu não teria como continuar as investigações com ela [Mirian] no Rio. Porque a gente pensa em fazer uma reprodução simulada dos fatos que precisaria da participação dela e do consentimento dela", afirma a delegada, que diz pretender realizar uma reconstituição do crime antes que expire o prazo da prisão, no dia 28 de janeiro.
"A gente trabalha com várias linhas de investigação. Em relação a outros suspeitos a investigação está avançando, e a gente vai chegar a um resultado satisfatório", afirmou a delegada.
A Defensoria Pública do Ceará montou uma comissão para estudar a defesa da estudante. No Rio, o advogado Humberto Adami diz que deverá entrar com um pedido de habeas corpus a pedido da mãe da estudante. Ele afirma que as contradições nos depoimentos de Mirian não justificam sua prisão e que a estudante é vítima de racismo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV