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Descida ao Guarujá leva mais de 3h com Imigrantes fechada

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LÍGIA MESQUITA
GUARUJÁ, SP - A descida para o Guarujá, no litoral sul de São Paulo, levava mais de 3h na manhã desta sexta-feira (2)- mais que o dobro da duração da viagem em dias sem trânsito.
Muitos motoristas que deixaram para viajar após o Réveillon, esperando encontrar as estradas livres, se surpreenderam com trânsito para descer a serra.
A lentidão foi provocada pelo fechamento da rodovia dos Imigrantes após o quilômetro 38 no sentido litoral. Com o fluxo desviado completamente para a Anchieta, os carros passaram a circular a 30 km por hora e até a parar em diversos trechos. A situação só melhorou na chegada a Cubatão (SP).
De tanto parar o carro na descida, a cuidadora de idosos Bernadete Santos, 50, de Santa Rita do Passa Quatro (SP), ficou sem os freios e provocou um acidente. Acertou a lateral de outro veículo ao tentar parar no acostamento.
"Levei um susto. Eu pisava e não tinha freio", disse. "Eu não sabia que a Imigrantes estaria fechada. Deixamos para viajar hoje com mais tranquilidade e está desse jeito."
No volante do carro atingido por Bernadete estava Leonardo de Lima, 19, de Mauá, primeira vez conduzindo na Anchieta. "Meu pai estava do meu lado justamente me ensinando a não pisar tanto no freio, a parar no acostamento quando eu perdesse os freios e a gente ouviu uma batida na lateral", conta.
"A gente colocou ele para dirigir e pegar experiência na estrada, já que ele tirou a habilitação há quatro meses. Mas achamos que a viagem hoje, sexta, estaria tranquila. Acho que todo mundo pensou o mesmo e ficou assim o trânsito", diz a mãe de Leonardo, Sandra de Lima, 52, auxiliar administrativa.
A reportagem tentou diversas vezes ligar para o número de emergência da Ecovias para pedir ajuda no local do acidente, mas o número só dava ocupado. Os ocupantes dos dois veículos também tentaram chamar o socorro e não conseguiram.
Em outro trecho de acostamento da Anchieta, o motoqueiro Sérgio Siqueira, 26, de Osasco (SP), descansava na sombra de uma árvore. "Já estou há 2h no trânsito e tá muito calor, meus braços estão ardendo com o sol."
A reportagem tentou contato com a Ecovias, mas não obteve resposta até as 16h.

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