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Maduro promete nova reforma em sistema cambial

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SÃO PAULO, SP - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu na noite de terça-feira (30) reformar o controle cambial que existe no país desde 2002 durante o anúncio do que chamou de Plano de Recuperação Econômica.
A medida foi anunciada no mesmo dia em que o Banco Central da Venezuela revelou que o país teve uma queda de 2,3% do PIB no terceiro trimestre, colocando o país em recessão, e uma inflação de 63,6% entre novembro de 2013 e 2014.
Durante discurso no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, Maduro disse que "aperfeiçoará" o sistema cambial nos primeiros meses de 2015, embora não tenha dado detalhes sobre o que pretende fazer.
A última mudança nas cotações ocorreu em 2014, quando foi mantido o dólar oficial apenas para estudantes, aposentados, pensionistas e o corpo diplomático e criada uma categoria para as demais requisições, em que o dólar custa 11,70 bolívares.
Além das alterações no câmbio, o presidente prometeu fazer uma reforma fiscal, aumentar o investimento na produção nacional e fortalecer as reservas em bolívares e moedas estrangeiras, além da continuidade da pressão por preços mais baixos no comércio.
ECONOMIA
Ele atribuiu os maus resultados da economia à queda pela metade do preço do petróleo que, para o mandatário, faz parte de um plano dos Estados Unidos para desestabilizar a Venezuela, a Rússia e o Irã.
O petróleo, responsável por 96% da receita de comércio exterior venezuelana, caiu de US$ 99 o barril em junho para US$ 47, o que prejudicou ainda mais a economia do país.
O mercado financeiro considera que a situação econômica do país só melhoraria se houvesse uma forte alta nos combustíveis e câmbio flutuante, o que criaria uma pressão inflacionária que minaria a popularidade de Maduro.
A expectativa é que as reformas sejam reduzidas, já que o governo quer manter a aprovação visando a renovação da bancada na Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de dezembro.
O anúncio foi criticado pela oposição. "De novo, sem anúncios. Ele [Maduro] não sabe o que fazer. Hoje ficou claro para todos os venezuelanos que com ele não escaparemos do caos", disse o líder opositor Henrique Capriles.

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