PM do RJ tem falta de gasolina; BR Distribuidora diz que não há falha
BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ - A Polícia Militar do Rio está enfrentando problemas no fornecimento de gasolina para a circulação de viaturas. Na noite desta segunda-feira (29), o centro de operações da corporação passou uma ordem para que os carros que estivessem paradas desligassem o motor e as sirenes para economizar o combustível.
Em nota, a assessoria da corporação afirmou que "a falha no abastecimento de combustível ocorreu devido a problemas operacionais na logística de distribuição da fornecedora". O abastecimento já estaria sendo normalizado. Ainda segundo a assessoria, não houve alterações no atendimento às ocorrências e no patrulhamento do Estado.
Mas, segundo a BR Distribuidora, responsável pelo fornecimento de combustível à corporação, não houve interrupção no fornecimento de combustível. Em nota, a assessoria disse que "todos os pedidos foram liberados e, nos últimos dias, não houve aviso de potencial falta de combustíveis ou solicitação de volume adicional".
De acordo com o Portal Transparência Fiscal do governo, um contrato firmado através de licitação, no valor de R$ 268.199.600, garante o fornecimento do combustível entre janeiro de 2014 a julho de 2016.
A decisão de desligar o motor dos carros que não estiverem em patrulhamento foi criticada por Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio. "Por mais que haja o problema no fornecimento, existem outros mecanismos para suprir isso, com gastos extras. E o comandante-geral teria a prerrogativa de impedir que isso ocorresse", afirmou.
Em mensagem de final de ano, o comandante-geral interino da PM, Íbis Silva Pereira, afirmou que a corporação passa por problemas no orçamento, que entrou em crise com os gastos na Copa 2014. No vídeo, veiculado na véspera do natal, Pereira chegou a pedir desculpas por a corporação não ter dinheiro para proporcionar as cestas de Natal para os policiais militares. Após o lamento, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), determinou o pagamento de abono natalino de R$ 100, que ainda será depositado.
