Governo grego será dissolvido e novas eleições devem ocorrer em janeiro
SÃO PAULO, SP - O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, anunciou que eleições legislativas para a formação de um novo governo no país devem ocorrer em 25 de janeiro.
Nesta segunda-feira (28), o candidato que contava com o apoio de Samaras, Stavros Dimas, fracassou na terceira e última tentativa de aprovação pelo Parlamento.
Dimas, que já foi comissário europeu, obteve o respaldo de 168 dos 300 deputados do país, 12 a menos do que os 180 necessários para que se tornasse presidente.
O número é igual ao que o candidato havia alcançado na segunda tentativa.
A constituição grega estabelece que, caso não haja a aprovação do Parlamento após três tentativas, o governo deve ser dissolvido automaticamente num prazo de dez dias.
Samaras, no posto desde junho de 2012 e defensor da austeridade imposta ao país pela troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) como condição para o recebimento de ajuda financeira, lamentou o resultado e culpou os deputados que não votaram com Dimas.
"Todos aqueles que votaram contra são responsáveis por um acontecimento que o povo grego não queria", disse em breve discurso na TV.
Por outro lado, reconheceu a derrota e informou que na terça (30) visitará o atual presidente do país, Karolos Papúlias, e solicitará que as eleições aconteçam o mais rápido possível.
O líder da oposição, que também está à frente nas pesquisas de intenções de voto, Alexis Tsipras, do partido de esquerda e contra os planos de austeridade Syriza, declarou que a eleição mostrou a "vontade do povo de terminar com as políticas de austeridade" e que o dia foi "histórico" para a democracia grega.
