Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

No México, protesto liga armas ilegais alemãs a sumiço de 43 estudantes

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP - Manifestantes que protestaram em frente à embaixada alemã no México nesta quinta-feira (25) afirmam que armas ilegalmente importadas do país para a polícia mexicana foram usadas no desaparecimento de 43 estudantes.
Os cerca de 100 participantes de um protesto na Cidade do México denunciaram o uso irregular de fuzis de assalto G36, fabricados na Alemanha, pela polícia do Estado de Guerrero, no sul do país. Os policiais são acusados de ter detido os estudantes e os entregado a uma facção de traficantes, que aparentemente os matou.
"Estamos na frente desta embaixada para exigir que deixem de vender armas ao México, porque estão sendo usadas para assassinar estudantes", disse o porta-voz dos pais dos 42 estudantes ainda desaparecidos, Felipe de la Cruz. Apenas um dos cadáveres foi identificado.
A Procuradoria Geral da República mexicana informou aos advogados das famílias que as armas usadas contra os jovens eram de origem alemã. Agora, as famílias exigem que a Alemanha cumpra com os tratados internacionais que proíbem vender armas a países onde há conflitos políticos e sociais. Isso incluiria os Estados de Guerrero, Oaxaca, Chiapas e Michoacan.
Há quatro anos, o governo alemão proibiu a fabricante Heckler & Koch GmbH de vender armas ao México, sob a preocupação de que elas acabariam sendo usadas em lugares onde há desrespeito aos direitos humanos.
Em 2014, o jornal alemão "Suddeutsche Zeitung" publicou reportagens investigativas comprovando a venda irregular de armas de outra fabricante de armas alemã, a Sig Sauer, para a Colômbia e para a Venezuela.
Os estudantes desapareceram na noite de 26 de setembro, após serem atacados a tiros pelas polícias municipais das cidades de Iguala e Cocula, supostamente por ordens do então prefeito José Luis Abarca.
Segundo as investigações, os jovens foram detidos pelos policiais e entregues ao cartel Guerreros Unidos, que supostamente matou a todos e incinerou seus corpos. Sem confirmação, os familiares continuam esperando vê-los vivos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV