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Otan quer transformar Ucrânia em front de combates, diz Moscou

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SÃO PAULO, SP - A Rússia reagiu à decisão da Ucrânia de se aproximar da Otan, a aliança militar ocidental, nesta quarta-feira (24), dizendo que a medida foi tomada por pressão da aliança.
"Os países da Otan pressionaram Kiev a tomar essa decisão contraprodutiva, tentando transformar a Ucrânia em uma linha de frente de combates com a Rússia", disse o vice-ministro da Defesa, Anatoly Antonov, à agência russa Interfax.
O Parlamento da Ucrânia renunciou nesta terça (23) ao status de país não-alinhado para permitir sua entrada na Otan.
Antonov disse que a medida "só complica uma situação já difícil".
A relação entre a Rússia e os países da Otan foi abalada pela crise na Ucrânia, após a deposição do presidente pró-Moscou Viktor Yanucovich e a eleição de um governo alinhado à Europa.
A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em março e é acusada de apoiar militarmente os separatistas do leste da Ucrânia. Moscou nega que tenha interferido no combate separatista.
NEGOCIAÇÕES DE PAZ
Um encontro para negociar o fim do conflito separatista no leste da Ucrânia deve acontecer nesta quarta, em Minsk, na Belarus, segundo um líder rebelde.
Conversas em Minsk entre separatistas, o governo da Ucrânia e a Rússia resultaram em um acordo de cessar-fogo em setembro.
No entanto, a violência continuou dos dois lados, e as novas conversas buscam um cessar-fogo definitivo.

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