Nos EUA, deputado admite ser culpado de sonegação de impostos
SÃO PAULO, SP - O deputado republicano Michael Grimm, 44, se declarou culpado do crime de evasão fiscal a um tribunal federal em Nova York. Apesar da admissão, ele disse que não pretende deixar seu cargo.
Grimm admitiu ter deixado de pagar impostos sobre quase US$ 1 milhão em faturamento de um restaurante de comida natural que teve entre 2007 e 2009.
Ele também admitiu ter pago irregularmente seus funcionários, alguns dos quais eram imigrantes ilegais.
Ao todo, os cofres públicos deixaram de receber entre US$ 80 mil e US$ 200 mil. O deputado se comprometeu a pagar uma compensação.
Ele pode ter pena máxima de três anos de prisão. A sentença sai em junho.
Apesar de ser ficha-suja, ele foi reeleito em novembro. Questionado por jornalistas, ele disse que não pensa em abandonar o cargo.
Em outubro, durante a campanha, quando lhe fizeram a mesma pergunta, Grimm respondeu: "certamente, se eu não puder exercer o mandato, é claro que vou renunciar".
Seus colegas de Legislativo ainda podem abrir um raro processo de cassação, porém.
O último deputado a ser cassado nos EUA foi James Traficant, em 2002. Ele foi preso por sete anos sob a acusação de receber propina, sonegar impostos e obrigar seus assessores a fazer trabalhos em sua fazenda e em sua casa de férias.
