Funcionários da Santa Casa de SP fazem ato pela renúncia do provedor
SÃO PAULO, SP - Cerca de 250 profissionais da Santa Casa de São Paulo realizam ato na manhã desta segunda-feira (22) na provedoria da instituição pela saída de Kalil Rocha Abdalla, gestor da entidade.
Não há informações se o provedor estava em seu gabinete no momento do protesto.
No domingo (21), Abdalla anunciou licença de 90 dias do posto para que haja "lisura" em sindicância feita a seu pedido.
O movimento, liderado por médicos, entretanto, quer a renúncia e a mudança da gestão da entidade.
Desde domingo, uma petição pública online colhe assinaturas da sociedade para a saída do gestor. Até esta manhã, o documento contava com 2.400 apoiadores.
Eles consideram não haver credibilidade na atual gestão para evitar que a entidade feche. Segundo eles, o fechamento é iminente.
Em auditorias feitas a pedido da secretaria do Estado, foram apontados problemas administrativos na entidade, como o aluguel de imóveis com valores até 81% menores que os praticados no mercado.
Os profissionais dizem também não haver material e condições para a realização de procedimentos complexos.
Cerca de 669 funcionários, dos quais 437 são médicos, também continuam sem salário e sem 13º.
Os atos persistem até a saída de Abdalla e também para que um diálogo mais transparente seja iniciado com os profissionais sobre projetos de recuperação da entidade.
O grupo também pede uma resposta do governo do Estado sobre a situação da instituição e planejam a criação de uma associação.
A Santa Casa é uma entidade privada que faz atendimento pelo SUS. A instituição também é um hospital universitário.
É gerida por um grupo de 500 pessoas influentes na cidade responsáveis pela captação de doações e eleição do provedor.
Desde julho, quando a Santa Casa fechou o atendimento do pronto-socorro por falta de materiais, o Estado destinou R$ 78,1 milhões para a instituição.
