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Sem salário, médicos e enfermeiros da Santa Casa vão esperar até o dia 29

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SÃO PAULO, SP - Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 18, no Ministério do Trabalho, médicos e enfermeiros da Santa Casa de São Paulo decidiram esperar até o dia 29 para avaliar a possibilidade de paralisação. 

Esse foi o novo prazo pedido pela Santa Casa para o pagamento dos salários, atrasados desde o dia 5. Na semana passada, a entidade havia prometido o pagamento até ontem, o que não ocorreu. 

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Até lá, tanto o Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo) quanto o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (Seesp) informam que os profissionais vão garantir o atendimento na instituição. 

Contudo, apesar de não indicarem a possibilidade de greve imediata, as categorias exigiram reuniões periódicas com a superintendência da entidade, bem como a apresentação de medidas para soluções problemas administrativos. 

Também pediram mais transparência da instituição à respeito de dívidas e de ativos. 

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Auditoria feita a pedido do governo do Estado revelou que a entidade possui dívida de mais de R$ 700 milhões -e não de pouco mais de R$ 400 mi, como informou inicialmente. 

Ainda, a investigação mostrou que, quando do fechamento do pronto-socorro, em julho, a entidade possuía R$ 6,4 milhões que poderiam ter sido resgatados para a compra de materiais. 

A entidade, entretanto, pediu a ajuda do governo do Estado, que repassou R$ 3 milhões emergenciais para a Santa Casa. Desde então, cerca de R$ 78,1 milhões foram destinados à entidade. 

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NA ESPERA 

A negociação com médicos e enfermeiros se arrasta por mais de quinze dias. E, nesse meio tempo, a entidade luta para conseguir crédito. 

Primeiro, a Santa Casa tentou repasse do governo do Estado; depois, aguardou negociação com o banco Santander, mas o dinheiro não saiu. Agora, a entidade tenta um novo empréstimo em outra instituição financeira. 

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Também os 7.000 funcionários da entidade continuam sem receber a primeira parcela do 13º salário, prevista para novembro. 

Enquanto os salários não são pagos, a Santa Casa acumula multa pelos atrasos. Para cada dia sem salário, cada profissional receberá acréscimos correspondentes ao valor de um dia trabalhado.

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