Sem atingir meta, vacinação contra pólio e sarampo volta a ser prorrogada
BRASÍLIA, DF - A campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite deverá ser prorrogada até 31 de dezembro em ao menos 25 Estados, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
A orientação foi divulgada pelo governo federal nesta terça-feira (16) às secretarias de saúde. O objetivo é ampliar a cobertura de vacinação nos Estados e municípios onde houve baixa adesão à campanha.
Inicialmente, a campanha de vacinação estava prevista para terminar na última sexta-feira (12). É a segunda vez que a data é prorrogada neste ano.
Segundo o Ministério da Saúde, foram vacinadas até o momento 11,2 milhões de crianças contra poliomielite e 9,1 milhões contra sarampo - o que indica 88% e 82,9% do público-alvo, respectivamente. A meta, no entanto, é vacinar 95% das crianças.
Até segunda-feira (15), Espírito Santo era o único Estado que já havia ultrapassado essa meta, com 96,6% das crianças vacinadas contra sarampo e 96,9% contra poliomielite.
Ceará também bateu a meta contra sarampo (108,6%), mas ficou pouco abaixo do previsto em relação à pólio (92%).
Já o Acre é o Estado com menor percentual de crianças vacinadas no país - lá, a taxa de cobertura de vacinação até o início desta semana atingiu 59,2% contra o sarampo e 67% contra a pólio.
Pais que ainda não levaram os filhos para receber a vacina podem ir a um dos postos de vacinação.
A imunização contra poliomielite é indicada para crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. Já a vacina contra o sarampo, que também protege contra rubéola e caxumba, é voltada a crianças entre um e cinco anos incompletos.
Ainda segundo o ministério, o Brasil não apresenta casos de poliomielite desde 1990. A vacinação tem o objetivo de manter o país livre do vírus, que afeta o sistema o sistema nervoso e provoca paralisia.
Já o sarampo tem entre seus sintomas mais comuns febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir ou falar, por exemplo. A vacina também é a única forma de prevenção da doença, informa a pasta.
Crianças com alergia ao leite de vaca, porém, não devem ser vacinadas. Para estas, a campanha ocorrerá posteriormente, informa o ministério.
