Idosa morre ao ser atingida por ônibus no centro de SP
SÃO PAULO, SP - Uma mulher de 62 anos morreu após ser atropelada por um ônibus articulado na manhã desta segunda-feira (15) na região do Pateo do Collegio, no centro de São Paulo. A vítima morreu no local do acidente.
De acordo com o depoimento de uma testemunha à polícia, Ronalina Felipe Medeiros foi atingida após correr para atravessar a rua. Segundo a testemunha, que estava dentro do coletivo, o ônibus trafegava em baixa velocidade. A velocidade máxima permitida na região é de 30 km/h.
O motorista do veículo afirmou à polícia ter ouvido pessoas gritarem quando chegou na altura da rua Floriano Peixoto, logo após passar pela praça da Sé. Neste momento, o motorista parou o veículo e só então percebeu que havia atropelado alguém.
Segundo ele, não foi possível ver a pedestre e o semáforo estava verde para os carros.
Comerciantes da região ouvidos pela reportagem relataram que a vítima foi atingida na faixa de pedestres, fato que foi confirmado por policiais que atenderam a ocorrência.
As testemunhas disseram ainda que a idosa carregava uma sacola com remédios quando foi atingida e que chegou a levantar as duas mãos ao ver o ônibus se aproximando.
Dados da Secretaria da Segurança Pública apontam que as mortes no trânsito cresceram 4,5% de janeiro a setembro, na comparação com igual período do ano passado. Trata-se do maior aumento desde que as estatísticas passaram a ser divulgadas, há dez anos.
A secretaria se baseia nos boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil –metodologia diferente da usada pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), mas que serve como termômetro da situação.
Para reduzir os acidentes com pedestres e ciclistas, a CET reduziu nesta segunda-feira a velocidade em várias ruas do centro.
Segundo a CET, a medida "busca melhorar a segurança dos usuários mais vulneráveis do sistema viário, pedestres e ciclistas, buscando a convivência pacífica e a redução de acidentes e atropelamentos".
A companhia acrescenta que a quantidade de pedestres atraídos pelo comércio e pelos corredores de ônibus, além das faixas para ciclistas, exigem dos motoristas velocidades menores.
