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Mulher que vive ligada a aparelhos casa a filha em hospital de Rio Preto

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FELIPE NUNES
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP - Pela primeira vez em três anos, uma mulher deixou, nesta sexta-feira (12) o setor de cuidados paliativos do Hospital de Base, em São José do Rio Preto (a 438 km de São Paulo), para acompanhar o casamento de uma das filhas. A celebração, no entanto, ocorreu dentro da própria unidade hospitalar.
Há mais de dez anos, Rita Rosa, 54, foi diagnosticada com esclerose múltipla e, por conta da doença, perdeu a visão e os movimentos do corpo.
Sem chances de cura, ela vive no setor de cuidados do hospital.
Por causa de sua condição, ela não pode deixar o local e, para respirar, passa 24 horas por dia ligada a aparelhos.
Nesta sexta, teve autorização para acompanhar a cerimônia de casamento de sua filha Juliane Rosa da Silva, 24, na capela ecumênica do hospital.
A filha foi obrigada a abandonar o emprego de secretária em uma cidade mineira e mudar completamente a rotina para cuidar da mãe em São José do Rio Preto.
Após conhecer o noivo, Luiz Ricardo, pela internet e manter um relacionamento de um ano, ela conseguiu organizar o casamento com a ajuda de funcionários do hospital.
Para isso, médicos, equipe de enfermagem e outros profissionais da saúde do setor de cuidados paliativos do hospital tiveram que se mobilizar.
Uma força-tarefa foi montada para que a transferência da paciente fosse realizada.
"Planejamos a transferência dela com antecedência para que tudo desse certo e para que ela estivesse confortável, além de ficarmos monitorando a paciente o tempo todo", disse Ana Maria Nasser, médica responsável pelo setor e madrinha do casamento.
A cerimônia, que aconteceu conforme o planejado, atraiu dezenas de curiosos ao local.
"Nunca imaginei casar num hospital. Mas foi muito melhor do que eu sempre sonhei para mim, pois tive a presença da minha mãe. A festa foi perfeita", afirmou a noiva.
A cerimônia teve que ser rápida, pois a mãe da noiva não podia ficar muito tempo fora do quarto.

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