Em ameaça de greve, médicos da Santa Casa vão esperar por salário até quinta
SÃO PAULO, SP - Em assembleia na Santa Casa na tarde desta sexta-feira (12) médicos da instituição decidiram que vão esperar até quinta-feira (18) para estudarem a possibilidade de greve.
Cerca de 669 funcionários, dos quais 437 são médicos, estão sem salário desde o dia 5. Também nenhum funcionário recebeu a primeira parcela do 13º salário.
A decisão do sindicato foi pautada por promessa da Santa Casa, que prometeu o dinheiro até quarta-feira (17).
A Santa Casa estuda uma forma de conseguir verba para o pagamento. Primeiro, pediu ao governo do Estado, que não concedeu o repasse. Agora, estuda empréstimo bancário.
"Vamos defender o atendimento e lutar pela Santa Casa até onde der", diz Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos (Simesp).
A tendência é de que se dê tempo para as negociações. "A Santa Casa é uma instituição importante e é importante garantir o atendimento também", diz Henrique Gonçalves, conselheiro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
CRISE
Com uma dívida avaliada em R$ 773 milhões, a entidade luta para conseguir o dinheiro.
"A Santa Casa negocia com o banco Santander a possibilidade de um empréstimo e está dando imóveis como garantia", diz Luiz Antônio de Medeiros, superintendente do Ministério do Trabalho que está intermediando as negociações.
Segundo o superintendente, no entanto, a crise deve se arrastar e é preciso que o governo intervenha. "Não dá para ficar jogando dinheiro em um saco sem fundo", diz. Para ele, o Ministério da Saúde tem que intervir.
