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Suposto 'serial killer' diz ter enterrado a primeira vítima

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RIO DE JANEIRO, RJ - Autodeclarado autor de 43 homicídios na Baixada Fluminense, Sailson José das Graças, 26, disse na manhã desta sexta-feira (12), segundo a Polícia Civil, que enterrou sua primeira vítima em crime cometido há nove anos. À época, ele tinha 17 anos de idade. 

O suspeito segue prestando depoimento sobre os assassinatos que afirma ter cometido. A polícia busca identificar as vítimas cruzando os relatos com os registros policiais. Sete já foram identificadas. 

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Segundo a polícia, Sailson relatou como executou seu primeiro crime. Esse teria sido o único caso em que o suspeito enterrou o corpo da vítima, cujo nome não foi revelado. 

Ainda de acordo com a polícia, ele também deu detalhes de uma tentativa de homicídio da qual ele teria desistido. Segundo os agentes, ele disse ter tentado enforcar a vítima três vezes. Como ela não morreu, acreditou que o homicídio não deveria ocorrer e desistiu. Policiais tentam localizar a vítima deste caso. 

Segundo o delegado Marcelo Machado, duas testemunhas entraram em contato com a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pelas investigações, e devem prestar depoimento ainda nesta sexta. Ele não soube explicar por que outras vítimas, parentes ou testemunhas não surgiram ainda. 

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O fato de tantos crimes parecidos terem acontecido sem que a polícia suspeitasse de Sailson --ele tem passagem pela polícia, mas apenas por crimes como furto e roubo-- se deve, segundo Machado, aos cuidados tomados por ele na execução dos crimes para não ser identificado. Pedro Medina, delegado titular, cita também o alto índice de criminalidade na baixada como um fator que dificulta a apuração. 

Ao menos quatro crimes, contudo, ocorreram desde outubro deste ano, quando a Divisão de Homicídios já havia sido criada --ela foi inaugurada em janeiro. Neste período, Sailsson diz ter matado Francisco Chagas, 49, Paulo Vasconcelos, 52, Raimundo Basílio da Silva, 60, e Fátima Miranda. Ele foi preso em flagrante no último caso, na terça-feira (9) quando passou a revelar a série de assassinatos. 

A polícia afirma ter identificado também a mulher que foi morta junto com o filho de 2 anos. Os nomes não foram confirmados. Há ainda outra mulher cuja descrição do assassinato coincide com o relato de Sailsson. Esta também não teve a identidade informada oficialmente.

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