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Justiça rechaça recurso e vice argentino deve ir a julgamento

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BUENOS AIRES, ARGENTINA - Um dos casos criminais contra o vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, avançou um pouco: os recursos do réu contra o processamento foram rechaçados e ele irá a julgamento oral, a última etapa antes de uma eventual condenação. 

O caso é o de um carro importado cujos documentos teriam sido falsificados. O advogado de defesa de Boudou havia dito que não havia uma denúncia "clara, precisa e circunstanciada". 

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São três os motivos que levam a crer que ele falsificou os documentos do carro. O contrato de compra e venda tem assinaturas falsas. 

Além disso, um despachante apresentou um formulário em de janeiro de 2003 pedindo para mudar o domicílio do titular do dono do carro. Nesse papel com o novo endereço de Amado Boudou estavam a assinatura dele e uma cópia da identidade. Não há nenhuma falsificação. 

Mas o endereço indicado não existe. 

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E, finalmente, o motor do carro foi trocado --estima-se que isso tenha acontecido em 1995-- e nunca notificaram o cartório qual era o novo número. Por não ter informado, o réu agiu com "conduta ideologicamente falsa", aponta a decisão de uma corte formada por três membros que rechaçou o recurso. 

Depois disso, cabia a um juiz concordar ou não com a decisão dessa corte. Isso coube a Claudio Bonadio, que, há poucas semanas, começou a investigar uma das empresas da presidente Cristina Kirchner. 

Boudou é réu nesse processo e também em um outro, relativo a uma gráfica. Enquanto ele era ministro, teria favorecido a empresa. E, mais tarde, foi acusado de ser o próprio dono do negócio, embora estivesse protegido por um testa de ferro (alguém que era o proprietário no papel, mas não na prática).

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