Al Qaeda culpa EUA por morte de reféns em operação no Iêmen
SÃO PAULO, SP - A Al Qaeda no Iêmen culpou os Estados Unidos pela morte de dois reféns, um norte-americano e um sul-africano, em uma fracassada tentativa de resgate, disse um representante do grupo militante, argumentando que Washington havia escolhido o uso da força em vez de negociações.
"Obama [presidente dos EUA] e seu governo sabiam que nossas demandas eram justas, e eles poderiam ter pelo menos negociado conosco sobre elas, ou terem sido sinceros nesta questão", disse Nasser bin Ali al-Ansi, em um vídeo publicado nesta quinta-feira (11) pelo grupo SITE Intelligence, que monitora militantes islâmicos.
"Apesar de nosso alerta para ele não cometer nenhuma bobagem, ele escolheu uma solução militar, a qual já fracassou antes e fracassará novamente."
O jornalista norte-americano Luke Somers, 33, e o professor sul-africano Pierre Korkie, 56, foram mortos por seus captores durante uma ofensiva no sábado (6) no distrito de Wadi Abadan, em Shabwa, um dos principais bastiões da Al Qaeda, de acordo com representantes dos EUA.
Residentes disseram que uma mulher, um garoto de dez anos e um líder local da Al Qaeda estavam entre as pelo menos 11 pessoas mortas no tiroteio.
A tentativa de resgate foi a segunda operação para libertar Somers em dez dias. Os radicais haviam alertado os Estados Unidos a cumprirem as demandas dentro de três dias ou matariam o americano.
Pouco depois do fracasso da ação, Obama afirmou ter autorizado a operação de resgate em cooperação com o governo iemenita após ter recebido "informações de que a vida de Luke corria perigo imediato".
