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Manifestantes se fingem de mortos em protesto por caso Garner nos EUA

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SÃO PAULO, SP - Alunos de medicina dos Estados Unidos protestaram contra a morte de Eric Garner, um homem negro desarmado que levou uma gravata de um policial, em várias cidades do país nesta quarta (10).
Em Nova York, um grupo que se chama de Liga da Justiça de NY pediu que autoridades locais demitam o policial Daniel Pantaleo por causa da morte de Garner.
Eles também pediram a indicação de um promotor especial para investigar o caso e requisitaram leis mais claras sobre o uso de força letal pela polícia.
O empresário de hip-hop Russel Simmons, que está por trás do selo musical Def Jam Records, disse ter falado com o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, e com o prefeito da cidade, Bill de Blasio, sobre as demandas do grupo.
Os protestos se intensificaram na semana passada após a decisão do júri de não acusar Pantaleo pela morte, em julho, de Garner. A decisão foi tomada cerca de uma semana após um júri do Estado de Missouri também não indiciar um policial branco por matar a tiros o adolescente negro Michael Brown.
As mortes de Garner e Brown agravaram as já tensas relações entre a polícia e norte-americanos negros, e reacenderam o debate nacional sobre a questão racial.
Alunos de cerca de 70 escolas médicas ao redor do país, incluindo Chicago, Atlanta e Boston, encenaram uma "morte coletiva" na quarta-feira para protestar contra as mortes.
Enquanto isso, a polícia disse que mais de 100 manifestantes marcharam em Berkley, cidade californiana com uma história de ativismo social. Sob um céu nublado, o grupo foi menor do que no começo da semana, quando manifestantes na área atiraram pedras contra a polícia e fecharam uma grande rodovia.
LONDRES
A polícia britânica informou nesta quinta-feira ter prendido 76 pessoas que participavam de um protesto relacionado à morte de Eric Garner, após os manifestantes terem invadido um shopping center no oeste de Londres.
A polícia metropolitana de Londres disse que um pequeno grupo se desvencilhou do protesto principal, na quarta (10) à noite, e tentou invadir o shopping Westfield, um dos maiores shoppings urbanos da Europa.
Os manifestantes entraram em confronto com seguranças e danificaram propriedades privadas, e as 76 pessoas acabaram presas sob acusações de desordem pública.

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