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Sedentarismo é 'problema de saúde pública' no Brasil, diz ministro da Saúde

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RIO DE JANEIRO, RJ - O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta quarta-feira (10) que sedentarismo é "problema de saúde pública" no país após ter acesso aos resultados de uma pesquisa do IBGE que aponta que quase a metade (46%) dos adultos brasileiros são sedentários. A nível mundial, a taxa só é menor do que a da África do Sul, onde a inatividade chega a 52,4% dos moradores. 

Os dados internacionais foram levantados -sem o índice do Brasil- em 2012 pelo jornal inglês de artigos científicos "The Lancet". A coordenadora da Pesquisa Nacional de Saúde, Maria Lucia Vieira, fez um comparativo da atual posição do país com o estudo mundial. Logo depois do Brasil, está os Estados Unidos com 40,5% de sedentários. 

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"O sedentarismo precisa ser enfrentado como um problema de saúde pública. Por isso é fundamental o desenvolvimento de atividades físicas desde a idade escolar", disse o ministro, depois de assistir à apresentação da pesquisa na sede do IBGE, no Rio. 

"Temos agora uma informação que nos convoca a desenvolver estratégicas mais potentes como o programa Academias da Saúde, os grupos de caminhada e outras atividades para o controle, inclusive, de doenças crônicas, que são as que matam até 73% dos brasileiros", acrescentou. 

O ministro destacou que outro dado que chama a atenção na pesquisa é que 4% dos adultos admitiram dirigir após ingestão de bebida alcoólica. "Quando a gente traduz isso quer dizer que a cada quatro brasileiros com mais de 18 anos um dirige sob efeito do álcool. Ano passado tivemos 39 mil mortes causadas por esse problema com acidentes de trânsito, então é preciso aprofundar estratégias de prevenção", afirmou. 

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Chioro disse ainda que deve haver maior fiscalização e acompanhamento familiar para evitar o consumo precoce de bebida alcoólica por jovens. Segundo dados da pesquisa, 47% dos brasileiros declararam que começaram a consumir bebidas alcoólicas antes dos 18 anos. "Este aspecto revelado pela pesquisa também precisa ser encarado como problema de saúde pública. Para isso, é preciso associar medidas de fiscalização

e trabalhar com a família porque a bebida é socialmente aceita. É preciso agir para evitar que jovens acessem bebida antes dos 18 anos", afirmou. 

Segundo levantamento do IBGE, chega a 34,6% o percentual de adolescentes de 15 a 17 anos que consomem bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. O ministro disse que deve levar a pesquisa a secretários municipais e estaduais em reunião nesta quinta-feira (11) em Brasília. 

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"Agora é hora de analisar os dados. Temos que lidar com mais especialidades médicas, como pediu a presidente Dilma [Rousseff]. As informações são importantes também para os novos secretários, por isso, vamos passar diretamente a pesquisa para eles", disse.

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