Dirigente palestino morre após ser agredido por soldados israelenses
SÃO PAULO, SP - Um ministro palestino morreu pouco depois de ser atingido por soldados israelenses durante um protesto nesta quarta-feira (10) na Cisjordânia ocupada, disseram um médico e um fotógrafo.
Ziad Abu Ein, funcionário da Autoridade Palestina para assuntos vinculados à colonização israelense, foi agredido por soldados israelenses que dispersavam uma manifestação em Turmusiya, próximo a Ramallah, contra os assentamentos judaicos.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse que a morte de Abu Ein foi "um ato bárbaro sobre o qual não podemos ficar em silêncio".
Abbas anunciou três dias de luto nacional e disse que tomaria as medidas necessárias após uma investigação.
Os militares de Israel estão analisando o caso, segundo uma porta-voz.
Cerca de cem ativistas estrangeiros e palestinos, assim como o Comitê para Resistir aos Assentamentos e ao Muro, organização de protesto chefiada por Abu Ein, iriam plantar oliveiras e protestar perto de um assentamento israelense quando foram parados pelos soldados.
Um grupo de cerca de 15 soldados israelenses disparou gás lacrimogêneo contra os manifestantes e começaram os confrontos.
Abu Ein foi atingido e levado às pressas em uma ambulância, mas não resistiu.
As tensões entre palestinos e judeus aumentaram nas últimas semanas. Um total de dez israelenses morreram em ataques palestinos.
No mesmo período, mais de uma dúzia de palestinos foram mortos, incluindo a maior parte dos suspeitos pelos ataques.
