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Relatório do Senado dos EUA acusa CIA de torturas brutais e não efetivas

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NOVA YORK, EUA - As torturas realizadas pela CIA (a Agência de Inteligência dos EUA) em prisioneiros nos anos após os ataques do 11 de Setembro de 2001 foram mais brutais e menos efetivas do que a agência admitiu para a Casa Branca ou o Congresso norte-americano, aponta relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo Comitê de Inteligência do Senado. 

O documento, que levou cinco anos para ser preparado, dá detalhes das técnicas controversas utilizadas para interrogar detentos em prisões secretas ao redor do mundo. 

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Privação de sono por mais de 180 horas, simulações de afogamento, espancamentos e banhos de gelo estão entre os métodos descritos. 

Pelo menos cinco detentos foram submetidos a procedimentos de reidratação ou alimentação retal sem necessidade médica, uma técnica classificada pelo chefe de interrogatórios da CIA como uma forma de exercer "controle total sobre o prisioneiro". 

Segundo o texto, diante da tortura, muitos deles deram informações falsas aos agentes, levando a operações fracassadas. Além disso, sete dos 39 prisioneiros que foram submetidos às técnicas não revelaram nenhuma informação à CIA.

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Também de acordo com o relatório, o comitê reviu os principais exemplos de planos frustrados pela agência, usados para justificar os interrogatórios e descobriu que eles "estavam errados em aspectos fundamentais". 

Em nota, o presidente Barack Obama afirmou que o relatório reforça sua visão de que "esses métodos não apenas são inconsistentes com os nossos valores como nação, mas também não serviram aos nossos esforços de contraterrorismo ou aos interesses da segurança nacional. Essas técnicas trouxeram danos à posição da América no mundo e tornou mais difícil perseguir nossos interesses com aliados e parceiros", disse.

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