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Presos sob suspeita de falsificar agrotóxicos devem ser ouvidos até 6ª

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RIBEIRÃO PRETO, SP - A Polícia Civil deve ouvir até sexta-feira (12) todos os presos suspeitos de integrarem uma quadrilha que comercializava agrotóxicos falsificados.

A Operação Lavoura Limpa foi deflagrada no dia 5 e prendeu 26 pessoas.

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Segundo o delegado Leopoldo Gomes, responsável pela operação, os depoimentos devem começar nesta quarta-feira (10) em Franca (a 400 km de São Paulo).

A polícia está analisando as provas que foram apreendidas nas casas dos suspeitos, como os computadores portáteis.
"Já conseguimos identificar algumas notas fiscais falsas", afirmou o delegado.

De acordo com ele, os arquivos não estavam criptografados. "Eles tinha 'couro grosso', achavam que nada iria acontecer com eles", afirmou o delegado sobre os suspeitos.

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A polícia continua na busca de outros cinco suspeitos de integrarem a quadrilha que estão foragidos. São oito equipes com quatro policiais cada fazendo as buscas na região.

Os suspeitos são de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), Franca e Araxá (MG).

Os cinco foragidos não têm relevância significativa com o esquema, segundo o delegado.

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Do total de presos, seis são apontados como líderes do grupo. Além de milhares de galões vazios e rótulos falsificados, a polícia apreendeu 30 veículos --entre eles carros de luxo--, 20 motos, um caminhão, uma lancha e duas motos aquáticas.
Os itens apreendidos estão calculados em R$ 20 milhões.

A quadrilha tinha empresas de fachada, que emitiam as notas fiscais dos produtos falsificados.
Os principais prejudicados com os produtos são os agricultores.

A perícia da Polícia Civil deve identificar se as substâncias também podem prejudicar a saúde dos consumidores dos alimentos.

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