Califórnia tem novo dia de violência por falta de indiciamento policial
SÃO PAULO, SP - Manifestantes quebraram janelas e invadiram uma rodovia na Califórnia e bloquearam o trânsito com seus corpos ao deitar em uma rua da Filadélfia, enquanto pequenas manifestações pacíficas continuaram em Nova York contra a morte de negros desarmados em incidentes com a polícia.
A entrada dos manifestantes em uma rodovia em Oakland, Califórnia, levou a um tenso impasse com a polícia rodoviária local.
Alguns lançaram explosivos, garrafas e pedras contra os oficiais. Outros vandalizaram carros de polícia, que respondeu com lançamento de gás lacrimogêneo e com a prisão de alguns manifestantes.
Em uma segunda noite de violência em Berkeley, alguns manifestantes saquearam e vandalizaram lojas no fim da noite de domingo (7), disse a porta-voz policial Jennifer Coats.
Um manifestante foi atingido na cabeça com um martelo quando tentava impedir que outros danificassem e saqueassem um comércio local. O homem foi internado, mas não corre risco de vida.
A mortes recentes de Michael Brown em Ferguson, Missouri, e de Eric Garner em Nova York levaram às "duas piores semanas" na história moderna dos EUA, disse o prefeito da Filadélfia, Michael Nutter, um negro, à NBC no domingo (7). Ele pediu uma revisão do treinamento policial.
Em ambos dos casos, júris populares decidiram não indiciar os policiais brancos envolvidos, levando a dias de protestos em grandes cidades.
Na Filadélfia, cerca de 200 pessoas se deitaram em uma rua por quatro minutos e trinta segundos para simbolizar as quatros horas e meia em que o corpo de Brown ficou em uma rua de Ferguson após o jovem ter sido atingido por vários disparos.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse à ABC que tem de haver "uma conversa honesta" sobre a história do racismo nos EUA para ajudar a aproximar a polícia e a comunidade. Casado com uma negra, ele falou abertamente sobre suas preocupações em relação a seu filho adolescente.
Na cidade, alguns manifestantes no domingo passaram pela Penn Station, pela Grand Central e pela loja Macy's antes de caminharem perto da vizinha Toys R Us.
O ativista Al Sharpton anunciou planos de uma marcha em Washington D.C. no próximo sábado (13) para protestar contra as mortes de Garner, Brown e de outros e para pressionar por mudanças em nível federal.
