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Protestos contra violência policial chegam ao quarto dia nos EUA

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GIULIANA VALLONE
NOVA YORK, EUA - Pela quarta noite consecutiva, os nova-iorquinos foram às ruas neste sábado (6) protestar contra os casos recentes de mortes causadas por policiais na cidade.
O tempo chuvoso, no entanto, pareceu ter afastado parte dos milhares de manifestantes que marcharam na quinta-feira, quando mais de 200 pessoas foram presas e diversas vias da cidade foram bloqueadas.
Na sexta-feira à noite, com frio e chuva, o número de detenções caiu para 20, proporcional à diminuição de participantes nos protestos, de algumas centenas.
Neste sábado, a adesão foi ainda menor. De acordo com um policial ouvido pela agência Reuters, cerca de 200 manifestantes passaram pela Times Square. No terminal de trens Grand Central, algumas dezenas se deitaram no chão por alguns minutos.
As manifestações começaram na quarta-feira, depois que um júri de Staten Island decidiu não indiciar Daniel Pantaleo, 29, um policial branco que matou por sufocamento Eric Garner, 43, um homem negro, durante uma batida em julho.
A mãe de Garner, Gwen Carr, afirmou que as manifestações "aqueceram seu coração". "É incrível ver como as pessoas estão nas ruas. Fiquei muito orgulhosa."
Também neste sábado, cerca de 150 pessoas protestaram no Brooklyn após o funeral de Akai Gurley, um jovem negro de 28 anos morto com um tiro no peito por um policial enquanto descia as escadas de um conjunto habitacional.
Segundo a polícia, a arma do oficial, que era novato e patrulhava o local, disparou acidentalmente.
Na sexta, o procurador-geral do distrito do Brooklyn, Ken Thompson, anunciou que vai compor um "grand jury" para decidir sobre o indiciamento de Peter Liang, o policial que atirou em Gurley.
Na sexta-feira, o procurador-geral do distrito do Brooklyn, Ken Thompson, anunciou que vai compor um "grand jury" para decidir sobre o indiciamento de Peter Liang, o policial que atirou em Akai Gurley.
VIOLÊNCIA
Os protestos se espalharam pelo país nos últimos dias e foram registrados em cidades como Chicago, Washington, Boston, Oakland, Hartford, entre outras. A maioria das manifestações foi pacífica.
Em Berkeley, na Califórnia, no entanto, parte dos protestos se tornou violenta neste sábado à noite. Com os rostos cobertos, manifestantes quebraram vitrines e atiraram objetos na polícia, que reagiu com gás lacrimogêneo.
Dois policiais ficaram feridos, de acordo com a porta-voz do departamento, Jenn Coats. Não há registro de prisões.

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