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Sindicatos divergem sobre feriado no PR

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Celebrada em lei há mais de 50 anos, a emancipação política do Paraná, comemorada em 19 de dezembro, é motivo de polêmica após tornar-se um feriado de caráter civil. Cumprido até então por repartições estaduais, o feriado oficializado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), está gerando impasse entre sindicatos patronais e de funcionários.

Anteontem, o Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) divulgou parecer favorável e recomendou aos empregadores que dispensem os funcionários ou paguem horas-extras. Em resposta, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) protocolou ontem um recurso judicial no TRT para que a data não seja considerada feriado civil e obrigatório.

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Diante dos posicionamentos contrários, os sindicatos de Apucarana e Arapongas estão divididos e parte deles deve entrar em consenso em reunião marcada para a próxima terça-feira. 

É o caso do comércio. “Este feriado pegou todos de surpresa porque já estamos com as convenções fechadas. Vamos ter que negociar, pois os sindicatos patronais querem trabalhar normalmente. Já o sindicato dos funcionários quer o feriado”, disse a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Aída Assunção. 

No entanto, já está definido que o setor industrial funciona normalmente, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e do Vale do Ivaí (Sivale), Jayme Leonel. Embasado no parecer da Fiep, que entrou com recurso judicial para desconsiderar a obrigatoriedade do feriado por não se tratar de uma determinação de lei federal. A federação argumenta que não há lei estadual específica que determine a data magna no Paraná. O presidente do Sivale complementa ainda que o artigo 70 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que veda trabalho dos empregados apenas em dias de feriados nacionais ou religiosos, sequer menciona este feriado estadual.

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“Não reconheço como feriado e tenho embasamento da federação, por isso, vamos trabalhar normalmente. Deste modo, as empresas não estão obrigadas a dispensar os empregados ou remunerá-los de forma diferenciada”, frisa. 

A posição do presidente do Sivale é contestada pelo presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Apucarana, Anivaldo Rodrigues da Silva. Enfático ao mencionar a determinação do MPT-PR, Silva alega que, caso haja exigência de trabalho, cada empresa deve ser previamente autorizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego com remuneração em dobro ou compensação por meio de banco de horas. Com base nesta recomendação do MPT-PR, o sindicato dos comerciários tem interesse em negociar a troca do feriado para outra data, conforme vai ocorrer em Arapongas (ver box). “Não há nenhuma dúvida que é feriado. Estamos embasados nas decisões do Ministério do Trabalho”, pontua. 

Assim como o comércio, repartições públicas também entraram em discussão. De acordo com a assessoria de imprensa, a Prefeitura de Apucarana funciona normalmente, somente instituições públicas estaduais vão parar os trabalhos em função do feriado. 

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