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Feira da Providência divulga artesanato fluminense

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Cerca de 400 artesãos de todas as regiões fluminenses estão participando, pela sétima vez, da Feira da Providência, aberta esta semana, no Riocentro, e “estão vendendo muito”, comemorou hoje (4) a subsecretária de Comércio e Serviços da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro (Sedeis), Dulce Ângela Procópio. Os artesãos integram a rede do Programa do Artesanato Brasileiro, por meio do Programa de Artesanato do Estado do Rio de Janeiro.

A subsecretária disse à Agência Brasil que as vendas feitas pelos artesãos “são a garantia de renda para milhares de famílias que vivem do seu trabalho manual”. Dulce destacou que nesse trabalho, os artesãos procuram, “sobretudo, fazer uma pesquisa de origem”. Indicou, em especial, os bordados feitos no noroeste do estado, que contam histórias. “É interessante o artesanato do Rio de Janeiro, com pesquisas de suas raízes e gerando renda para tantas famílias”.

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Segundo a subsecretária, a Feira da Providência, que está em sua 54ª edição, dá a oportunidade de mostrar o artesanato fluminense, “ainda pouco conhecido dos cariocas e, ao mesmo tempo, vender as peças, que é um gargalo que nós enfrentamos, que são os meios de venda”.

Para Rita de Cássia Oliveira de Souza, membro da Associação Bordado do Futuro de Itaperuna, que tem atualmente 95 mulheres, “é muito importante para nós, que somos do interior, vir comercializar na cidade grande. É o máximo e o resultado tem sido excelente”. Este é o terceiro ano que a associação está na Feira da Providência.

Outra artesã que aprova a participação no evento, onde vem pela quarta vez, é Débora Constantin, moradora da capital. Ela trabalha com conchas de praia e areia. “É muito bom. O público é empolgante, animado, gosta de artesanato. As vendas são boas e isso estimula muito a criação da gente”.

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O Programa de Artesanato do Estado do Rio de Janeiro tem cadastrados mais de 6 mil artesãos. “Há cinco anos, não passavam de 1,2 mil”, informou Dulce. Ela avaliou que isso significa um avanço muito grande mas, também, uma ajuda importante para a geração de renda porque esse trabalho, em geral, “gira em torno de uma família ou de uma associação ou cooperativa, que se reúne para fazer esse trabalho”.

Dulce Procópio salientou que o artesanato tem uma característica que o distingue, que é permitir e facilitar a agregação social. “Ele traz em si a produção de um grupo e não apenas individualmente. Ele agrega a sociedade como um todo, além de gerar renda”. Em seguimento à busca por canais de comercialização para os artesãos fluminenses, a Sedeis tem programada a participação dos integrantes do Programa do Artesanato do Estado em uma feira promovida pela Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, em São Paulo, a partir do próximo dia 12.

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