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Com veto ao cigarro, até tabacaria terá que delimitar local onde é permitido fumar

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Com veto ao cigarro, até tabacaria terá que delimitar local onde é permitido fumar
Autor Foto:USP Imagens - Foto: Reprodução

BRASÍLIA, DF - Após a proibição de fumar em locais fechados ser estendida para todo o país, o Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (4) novas regras para estabelecimentos onde ainda será permitido o uso do cigarro, como tabacarias e cultos religiosos, entre outros. 

A medida ocorre um dia após o decreto que regulamenta a lei federal antifumo entrar em vigor. A norma proíbe fumar em lugares de uso coletivo fechados, mesmo que parcialmente isolados por paredes, teto ou até toldo -como fumódromos e áreas comuns de condomínios. 

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Os estabelecimentos fechados onde ainda será permitido fumar constam na lei como exceções. São eles: tabacarias, cultos religiosos (caso fumar faça parte do ritual), sets de filmagem, laboratórios de experimentação de cigarro nas indústrias e instituições de tratamento onde fumar seja permitido pela equipe médica. 

Com as novas regras, esses estabelecimentos deverão ter uma área exclusiva para o consumo, com sistema de ventilação por exaustão. Também será proibida a venda de bebidas e alimentos nestes locais -a ideia é impedir brechas na lei para que tabacarias se transformem em uma espécie de bares e restaurantes com fumo livre. 

Além de um sistema de exaustão, estes locais deverão ter pisos e revestimentos específicos. Já a limpeza só poderá ocorrer quando os estabelecimentos não estiverem em funcionamento. O objetivo é garantir a saúde dos funcionários que trabalham nestes locais. 

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As novas medidas foram estabelecidas em portaria conjunta dos ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego. Tabacarias terão até 180 dias para se adaptarem. 

A lei antifumo prevê advertências e multa de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão, a depender do tipo de infração e da reincidência, para os estabelecimentos que descumprirem as regras. 

O governo federal também lançou nesta quinta (4) as peças publicitárias que devem fazer parte da campanha de divulgação da lei antifumo. Em uma delas, a imagem de que é proibido fumar aparece embaixo de um toldo -uma referência aos fumódromos, agora vetados- juntamente com o slogan "Pode respirar fundo: ambientes 100% livres de fumaça". 

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"Temos que enfrentar toda uma estratégia de comunicação e mercado, que glamourizou durante muitas décadas [o cigarro]", afirmou o ministro da saúde, Arthur Chioro. 


CRÍTICAS 

Além do veto aos fumódromos, a lei antifumo também acaba com a possibilidade de propaganda comercial dos cigarros nos pontos de venda e aumenta o espaço nas embalagens destinado às advertências sobre os danos causados pelo tabaco. 

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As medidas, no entanto, geraram críticas de associações do setor de bares e restaurantes, para quem as normas ferem os direitos dos fumantes e dos comércios. 

Para Chioro, a lei não irá opor o direito dos fumantes ao de não fumantes. "É, na verdade, um pacto de solidariedade. Trata-se de garantir o direito do trabalhador em relação àqueles que fumam, e garantir o direito também daqueles que não fumam", disse.

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