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Federação de Estudantes irá decidir se mantém ocupação em Hong Kong

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SÃO PAULO, SP - A Federação de Estudantes de Hong Kong, que faz parte do movimento pró-democracia de Hong Kong, anunciou nesta quinta-feira (4) que decidirá nos próximos dias se deixará os locais que ocupa há mais de dois meses na antiga colônia britânica.
Vários líderes do movimento se declararam a favor do fim das manifestações e se entregaram simbolicamente à polícia.
Dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas em 28 de setembro para exigir a instauração de um verdadeiro sufrágio universal nas próximas eleições locais, mas o número de manifestantes vêm diminuindo.
Os protestos ainda dois bairros (um terceiro acampamento foi desmantelado pela polícia), mas o apoio da opinião pública caiu.
"Algumas pessoas querem ficar até o último minuto, e nós respeitamos isso, mas não podemos ocupar sem significado", disse a porta-voz da federação, Yvonne Leung, a uma rádio local. "Vamos decidir na próxima semana se ficamos ou recuamos."
A federação é um de vários grupos que lideram os protestos na ex-colônia britânica. Alguns membros de outro grupo estudantil, o Scholarism, iniciaram uma greve de fome, enquanto líderes do movimento pró-democracia Occupy Centralse entregaram para a polícia na quarta-feira (3) e pediram o recuo dos estudantes.
Joshua Wong, do grupo Scholarism, em greve de fome desde terça-feira (2) junto com outros quatro estudantes, declarou nesta quinta-feira que continuará com os protestos.
SUFRÁGIO UNIVERSAL
Hong Kong voltou ao regime do Partido Comunista chinês em 1997 sob a fórmula "um país, dois sistemas", que concede certa autonomia em relação ao governo de Pequim e tem a promessa de buscar o sufrágio universal.
A China autorizou uma votação livre em 2017, mas apenas com candidatos aprovados previamente por Pequim.
Os líderes estudantis conversaram com autoridades de Hong Kong em outubro, mas não conseguiram romper o impasse depois que o governo disse que a demanda deles por inscrições abertas de candidatos era impossível sob a legislação da ex-colônia britânica.
No auge, os protestos chegaram a reunir mais de 100.000 pessoas nas ruas da cidade, mas o número caiu drasticamente para algumas centenas.

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