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Descontaminação de objetos achados na boate Kiss será paga pelas famílias

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Descontaminação de objetos achados na boate Kiss será paga pelas famílias
Autor Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil - 25/01/2014 - Foto: Reprodução

PORTO ALEGRE, RS - As famílias dos mortos no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), vão precisar custear a descontaminação dos objetos das vítimas encontrados no interior da casa noturna. Desde a terça-feira (2), técnicos contratados pela empresa proprietária do imóvel trabalham dentro do prédio na limpeza da fuligem e na retirada dos destroços. 

O incêndio, em janeiro de 2013, provocou a morte de 242 pessoas e deixou centenas de feridos. 

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Segundo a Fundação de Proteção Ambiental do Estado, que acompanha a operação, já foram achados dentro da casa noturna 366 pés de sapatos e objetos como relógios, brincos e peças de roupas. 

Os técnicos estão armazenando os pertences em tonéis. Representantes da proprietária do prédio, a Eccon Empreendimentos, pretendiam descartar os objetos junto com os escombros. Mas, em reunião com o juiz responsável pelo caso, Ulysses Louzada, ficou acertado que as peças serão guardadas em recipientes na própria boate para entrega às famílias em uma data ainda não definida. 

O magistrado afirmou que essa parte da limpeza a princípio precisará ser custeada pelos parentes, que pediram que os objetos fossem preservados. 

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O advogado da associação de familiares, Luís Fernando Smaniotto, diz que uma possibilidade é pedir na Justiça que os acusados pelas mortes paguem pela descontaminação. 

A Eccon já se articula para buscar junto aos réus o ressarcimento dos custos da operação de limpeza do interior do prédio, estimados em R$ 100 mil. O imóvel era alugado para os sócios da boate. 

Será preciso elaborar um outro plano ambiental para a limpeza dos pertences. O interior da boate está tomado por fuligem, que pode conter substâncias nocivas à saúde. 

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Uma outra hipótese, diz o advogado, é deixar, por enquanto, os objetos guardados sem manuseá-los. "O importante era não ir para o lixo. Porque tinha um pouco de cada um ali dentro", afirma. 

Documentos e celulares das vítimas já haviam sido recolhidos pela polícia na semana da tragédia. 


TRANSPORTE 

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Parentes passaram a madrugada desta quarta em frente ao local para acompanhar a movimentação. Havia o temor de que a equipe de limpeza alterasse a fachada do prédio, o que foi proibido pela Justiça. 

Os resíduos e entulhos coletados estão sendo colocados em um caminhão estacionado em frente à boate que fará o transporte até um aterro industrial na região metropolitana de Porto Alegre. 

Toda a fachada e o telhado da casa noturna estão cobertos com lonas para evitar a disseminação da poeira tóxica. O trabalho de limpeza pode durar mais de uma semana. 

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O interior do prédio permanecia praticamente intocado desde a época da tragédia.

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