Venezuela indicia deputada cassada por conspiração contra Maduro

SÃO PAULO, SP - A Venezuela indiciou nesta quarta-feira (3) a deputada cassada María Corina Machado, acusando-a de ter vínculos em uma suposta conspiração para matar o presidente Nicolás Maduro.
O anúncio foi feito em nota do Ministério Público após Machado ter sido questionada sobre o caso em uma audiência fechada.
O comunicado afirma que "quem, de dentro ou fora do território nacional, conspirar para destruir o estilo político republicano, será punido com 8 a 16 anos de prisão".
Antes da audiência, Machado, que liderou protestos de rua contra Maduro no início do ano, afirmou que não há provas contra ela e classificou as acusações de uma "enorme mentira" que tem como objetivo silenciá-la e distrair os venezuelanos de uma crescente crise econômica.
Os problemas econômicos do país vêm sendo agravados pela queda dos preços do petróleo.
O também líder opositor Leopoldo López, que, com Machado, deu início aos protestos antigoverno, está atrás das grades desde fevereiro, no que críticos veem como uma repressão aos inimigos políticos do Maduro.
Os partidários do governo, porém, criticam Machado, 47, chamando a ex-integrante da Assembleia Nacional de aristocrata cuja intenção é destituir o governo socialista.
O governo acusou Machado e outros vários importantes membros da oposição de se envolver no que autoridades disseram ser uma conspiração patrocinada pelos EUA de assassinar o sucessor de Hugo Chávez, morto em março de 2013.
À Associated Press, a deputada cassada afirmou que as acusações são o preço que paga por desafiar a "ditadura" liderada por Maduro.
