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Justiça nega revogação da prisão de diretor da Galvão Engenharia

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O juiz federal Sergio Moro indeferiu nesta quarta-feira (3) um pedido de revogação da prisão preventiva do diretor da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca. Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba desde a deflagração da sétima etapa da Operação Lava Jato, que investiga, entre outras coisas, formação de cartel para licitações, pagamento de propina e desvios milionários da Petrobras. Com informações do G1.

A defesa de Fonseca chegou admitir reuniões do cliente com Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e entregou comprovantes de pagamentos de R$ 8.863.000 referentes a uma suposta propina repassada pela construtora ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Segundo a defesa, os pagamentos foram feitos a um operador da Diretoria de Serviços da Petrobras, à época comandada por Renato Duque –, para evitar que a empreiteira fosse prejudicada em contratos que mantinha com a estatal do petróleo.

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Segundo o juiz, porém, a admissão destes fatos foi considerada insuficiente para revogar a prisão de Fonseca. “Registro, por fim, que a liminar liberatória concedida pelo eminente Ministro Teori Zavascki (...) ao co-investigado Renato de Souza Duque, embora mereça o máximo respeito, não contém fundamentos que possam ser estendidos à prisão decretada contra o ora investigado, já que este foi preso preventivamente não só pelo risco à aplicação da lei penal, mas também pelo risco à instrução e à ordem pública”, justificou Moro, se referindo à decisão que revogou a prisão de Duque.

O G1 entrou contato com o advogado José Luis de Oliveira Lima, que representa Fonseca, mas ele informou que não poderia atender à reportagem no momento.

Lava Jato

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A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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