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Obama pede que Congresso libere US$ 6 bi para combate ao ebola

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SÃO PAULO, SP - O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta terça-feira (2) que libere US$ 6,18 bilhões (cerca de R$ 15,9 bilhões) para ajudar a combater o surto de ebola. Segundo o presidente, embora a doença tenha desaparecido das manchetes, a batalha contra o vírus está longe de terminar.
Desde março, o vírus, que atingiu principalmente países do oeste da África (como Guiné, Libéria e Serra Leoa), foi contraído por cerca de 17 mil pessoas, matando mais de 6 mil.
"Cada foco é uma brasa que, se não for contida, pode se tornar um novo incêndio. Por isso, não podemos baixar a guarda nem por um minuto", discursou o presidente. "E não podemos apenas lutar contra essa epidemia. Temos de extingui-la", acrescentou.
Obama afirmou ainda que os EUA precisam continuar a financiar a pesquisa básica e ajudar os países africanos a construir melhores sistemas de saúde pública, para que surtos futuros da doença sejam contidos com mais rapidez.
A maior parte dos US$ 6 bilhões destina-se a medidas imediatas contra o ebola, mas o pacote inclui US$ 1,5 milhão para um fundo de contingência - especialistas na área temem que esse último seja prejudicado caso o Congresso decida fazer cortes.
Em outubro, o governo Obama foi criticado após uma série de erros no caso de Thomas Eric Duncan, que viajou da Libéria para Dallas (Texas) e tornou-se a primeira vítima do ebola diagnosticada nos EUA no atual surto - ele morreu no dia 8 daquele mês. Duas enfermeiras contraíram a doença ao atendê-lo.
Desde então, os procedimentos de triagem e tratamento tornaram-se mais rígidos no país. Estima-se que hoje existam 35 hospitais americanos equipados para lidar com pacientes de ebola; eram três antes do surto.

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