Vereadores de SP lançam manifesto contra baixa produtividade da Casa
SÃO PAULO, SP - Cinco vereadores divulgaram um manifesto criticando a baixa produtividade do legislativo paulistano e acusando a base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) de derrubar sessões nas quais os vereadores têm direito à palavra.
O documento mostra uma espécie de rebelião contra a mesa diretora da Casa e pode dificultar a votação de projetos do prefeito, como o Orçamento de 2015 e mudanças no IPTU.
Assinam Gilberto Natalini, (PV), Marco Aurélio Cunha (PSD), Mario Covas Neto (PSDB), Patrícia Bezerra (PSDB), Coronel Telhada (PSDB) e Ricardo Young (PPS) entregaram o documento à Mesa Diretora da Casa.
No texto, eles pedem "respeito a acordos feitos entre as lideranças partidárias, a não derrubada de sessões e conferir mais relevância a projetos de vereadores".
Para os parlamentares, há morosidade nas sessões realizadas no segundo semestre. "A Câmara Municipal de São Paulo custa R$ 574 milhões por ano, orçamento incompatível aos resultados apresentados nos últimos meses", diz nota dos vereadores.
Segundo os parlamentares, o documento será entregue aos candidatos à presidência da Casa - a eleição acontece neste mês. Segundo eles, a base aliada tem derrubado as sessões ordinárias, que não discutem projetos, mas abrem espaços de até 15 minutos para uso da tribuna. "Não temos mais voz na Câmara", disse Natalini.
BASE RACHADA
De acordo com o grupo, a base de Haddad está rachada, o que deve dificultar a votação de projetos fundamentais para a gestão, como o Orçamento de 2015 e o projeto que prevê a redução dos limites máximos de IPTU para 2015 e a devolução do valor do imposto pago indevidamente aos que teriam desconto ou isenção em 2014, de acordo com projeto aprovado no ano passado.
Essa devolução ocorrerá por conta da decisão judicial que permitiu, na semana passada, que a prefeitura reajuste IPTU no ano que vem.
