América do Sul e Caribe querem eliminar apatridia em dez anos
BRASÍLIA, DF - Declaração corroborada por países da América do Sul e Caribe propõe a meta de erradicar a condição de apatridia nos próximos dez anos.
A declaração marca o encontro Cartagena+30, iniciado nesta terça (2), em Brasília.
Ele é organizado, entre outros, pelo governo federal e pela Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).
O nome é uma referência ao 30º aniversário da Declaração de Cartagena sobre Refugiados, uma das principais ferramentas de cooperação entre países da região para tratar da condição dos refugiados, deslocados internos (pessoas expulsas de suas áreas de origem, mas que não cruzaram fronteiras) e apátridas (nome dado àqueles cuja cidadania não é reconhecida por nenhum país) .
A declaração, que não é vinculante, conclui que é necessário "reafirmar nosso compromisso com a erradicação da apatridia nos próximos dez anos e apoiar a campanha e o Plano Global de Ação para Terminar com a Apatridia".
Outro ponto importante da declaração diz respeito a quem foi tornado refugiado por eventos causados pelo aquecimento global e desastres naturais. "Reconhecemos a necessidade de levar adiante estudos e prestar mais atenção a este tema, afirma o documento.
A Acnur calcula haver hoje em torno de 6 milhões de refugiados e deslocados na América do Sul e Caribe. A quantidade de apátridas é mais difícil de ser calculada. Cálculos extraoficiais indicam mais de 300 mil.
