"Enterro minha mãe 1 ano após meu filho', diz filha de morta no Caju
Nesta terça-feira (2), exatamente um ano e um mês depois de enterrar o filho de 14 anos morto num acidente de moto, Monique Peixoto, de 36 anos, sente um misto de dor e revolta com a morte de sua mãe. Ela é uma das filhas da empregada doméstica Célia Maria Peixoto, de 59 anos, morta por uma bala perdida na tarde de segunda (1), nas proximidades do Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. As informações são do G1.
O corpo de Célia vai ser enterrado às 16h. O velório acontecerá meia hora antes do enterro, numa tenda na entrada do cemitério.
Célia foi atingida por um tiro na cabeça numa troca de tiros entre policiais da UPP do Caju e suspeitos que estavam num carro. A mulher, que morreu na hora, estava acompanhada de dois de seus filhos.
"É uma covardia. Um ano e um mês depois de perder meu filho vou enterrar a minha mãe. No mesmo dia 2 que enterrei meu filho. Estou com muita raiva. Os PMs só vieram acudir a gente muito depois, só porque eu comecei a gritar. Antes da Polícia Civil chegar recolheram todas as cápsulas.", disse Monique.
Filha de vítima acusa polícia de despreparo
Tão logo começou a entrevista no IML, na manhã desta terça (2), onde a família veio liberar o corpo de Célia, um homem que se identificou como corretor de imóveis começou a gritar e a chamar Monique de mentirosa.
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