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Presidente da Colômbia pede que Exército explique sequestro de general

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SÃO PAULO, SP - No dia em que o governo enviou uma delegação para tentar retomar o diálogo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o presidente Juan Manuel Santos pediu que o Exército explique como ocorreu o sequestro do general Rubén Alzate.

O militar foi capturado pela guerrilha em 16 de novembro em Chocó, no oeste do país, junto com o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego. Com isso, as negociações com o grupo armado foram suspensas por 15 dias.

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Embora tenha comemorado a liberação, o mandatário exigiu nesta segunda-feira (1º) que Alzate e o Exército expliquem o que o general teria feito para que sua equipe terminasse sequestrada.

Segundo a imprensa colombiana, ele pode ter violado os protocolos de segurança e do comando das Forças Armadas ao passar de barco por uma área conhecida pelo trânsito de guerrilheiros sem reforço militar.

No código militar colombiano, isso seria interpretado como uma falta grave que poderia levá-lo a ser expulso. Outro cenário possível é um acordo entre o comando militar e Alzate para que o general, que tem 34 anos de serviço, seja reformado.

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NEGOCIAÇÕES

No mesmo pronunciamento, Santos anunciou o envio de uma delegação do governo a Havana para se reunir com membros das Farc para avaliar a retomada do processo de paz iniciado há dois anos com a guerrilha.

"[Os negociadores] vão por alguns dias para avaliar onde está o processo, para onde vamos, e para fazer uma avaliação fria, objetiva, para ver como podemos prosseguir", disse.

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Após a reunião com o presidente, o chefe da delegação, Humberto de la Calle, disse que a intenção é fazer "uma avaliação relacionada com os fatos recentes e que a opinião pública conhece".

Isto significa que não será um reinício imediato dos diálogos, centrado no tema de vítimas, que devia ter começado no dia 18 de novembro, mas será uma aproximação para retomar o contato.

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