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"Quer voar mas não sabe para onde?", diz Malaysia Airlines em propaganda

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SÃO PAULO, SP - A Malaysia Airlines pediu desculpas por um tuíte promocional considerado insensível nas redes sociais depois dos dois desastres que aconteceram com aviões da empresa neste ano.
Na quinta-feira (27), companhia aérea publicou no Twitter a seguinte mensagem: "Quer ir para algum lugar, mas não sabe onde?".
A mensagem foi criticada nas redes sociais. A usuária do Twitter Theresa Powell respondeu dizendo "Essa não foi a melhor escolha de palavras para uma companhia aérea que não sabe onde está um dos seus aviões".
O tuíte foi removido no dia seguinte e a empresa pediu desculpas dizendo que tentava apenas inspirar os viajantes.
Em setembro, a empresa criou um concurso na internet pedindo às pessoas que listassem os destinos que gostariam de conhecer em uma "Bucket List". A expressão é usada em inglês para se referir às aventuras que alguém gostaria de fazer antes de morrer.
CRISE FINANCEIRA
Em março, o voo MH370, da Malaysia Airlines desapareceu após decolar de Kuala Lumpur, capital da Malásia, com destino a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo. Ainda não foram encontrados os destroços do Boeing 777-200 que fazia o voo. Em julho, o voo MH17 com 298 pessoas caiu na Ucrânia. Todos à bordo morreram.
O número de passageiros e o retorno com as operações caíram ainda mais após os acidentes. A Malaysia Airlines divulgou nesta sexta-feira (30) seu pior prejuízo trimestral desde o final de 2011.
"Apesar do declínio no preço dos combustíveis ter ajudado na contenção de perdas no nosso resultado trimestral, a Malaysia Airlines continua a lutar a despeito dos esforços para reduzir a hemorragia financeira", afirmou a companhia em comentário sobre o desempenho.
A companhia está agora enfrentando seu primeiro processo referente ao desaparecimento do voo MH370, depois de dois filhos de um passageiro do voo terem processado o governo da Malásia e a companhia aérea, entre outros, pedindo indenização. Os dois meninos malaios, com idade de 13 e 14 anos, afirmam que a companhia efetivamente rompeu um acordo para garantir uma viagem segura para o seu pai para Pequim.

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