Ex-ditador egípcio Hosni Mubarak é inocentado por mortes

O ex-ditador egípcio Hosni Mubarak foi absolvido, das acusações de envolvimento na morte de 239 manifestantes em 2011.
Foi atrás das grades, em um tribunal do Cairo, que Hosni Mubarak ouviu o juiz anunciando a sentença que o livrou da pena de morte. O ex-ditador, um ex-ministro do Interior e seis assessores de Mubarak foram inocentados pela morte de centenas de manifestantes durante a revolução popular que pôs fim a 29 anos de ditadura.
O tribunal também inocentou Mubarak e um ex-ministro do Petróleo pela acusação de corrupção na exportação de gás. E ainda, em outro processo, os dois filhos de Mubarak foram inocentados porque o juiz entendeu que o crime já havia prescrito.
Apesar do veredito, Hosni Mubarak vai continuar em um hospital militar do Cairo porque em maio deste ano, ele foi condenado a três anos de prisão domiciliar em outro processo envolvendo desvio de dinheiro público. Ativistas que foram para as ruas em 2011 e ajudaram a derrubar Mubarak temem que as velhas lideranças da ditadura estejam voltando a ter influência nas instituições públicas do Egito.
Em um país governado pelos militares, onde muita gente tem medo das reações violentas da polícia e do Exército, foram poucos os protestos contra a sentença.
O ex-ditador, de 86 anos, foi levado de volta ao hospital em meio a muita comemoração. E como já passou mais de três anos na prisão, Mubarak pode ser libertado a qualquer momento.
