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MTST faz protesto contra segregação racial em praias da zona sul do Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ - O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) do Rio realizou na tarde desta quinta-feira (20) uma passeata por praias na zona sul do Rio contra a segregação racial, no Dia da Consciência Negra.

O objetivo da manifestação na praia foi denunciar o que o movimento considera "a diária segregação sócio-espacial e racial que a população mais pobre e negra de todo o Rio de Janeiro sofre", como dizia a descrição do evento nas redes sociais.

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"Saímos organizados e conscientes para vir à zona sul, a casa dos ricos, a casa dos artistas, para dizer 'não' ao racismo e dizer que a praia também é nossa. Vamos jogar bola, fazer farofa porque nós também somos cidadãos!", clamou um dos organizadores aos manifestantes ao chegar à praia.

Dez ônibus vindos do município de São Gonçalo, na periferia do Rio, chegaram à praia de Ipanema por volta das 12h.

Cerca de 500 pessoas caminharam da praia de Ipanema ao Leblon entoando palavras de ordem como "quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro", embaladas pelo som de um bloco de carnaval, o Bloco do Nada, tradicional participante de manifestações dos movimentos sociais cariocas. Ao chegar ao Leblon, os manifestantes desceram para a praia.

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Liderados pelo MTST, eles ocuparam por 12 dias um terreno de 60 mil m² na região. Ao final da ocupação, a prefeitura de São Gonçalo declarou que construiria mil unidades de moradia para essas pessoas. A ocupação foi batizada de Zumbi dos Palmares.

A manifestação na praia do Leblon foi vista por alguns como uma comemoração. Ela foi pacífica e o clima, descontraído. A polícia acompanhou o movimento, mas não interveio.

O MTST do Rio tem seis coordenadores. Para um deles, que não quis se identificar, o Rio tem relevância estratégica para o movimento por sua importância para a economia nacional.

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