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PF prende três e ouve governador de RO sobre desvio de recursos no Estado

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PORTO VELHO, RO - Três pessoas foram presas, uma está foragida e outras 20 estão prestando depoimentos nesta quinta-feira (20) à Polícia Federal após a deflagração de uma operação contra desvio de recursos públicos do governo de Rondônia.

Entre os suspeitos ouvidos pela PF por meio de condução coercitiva --quando a pessoa não é presa, mas é obrigada a prestar depoimento-- está o governador reeleito de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB).

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As ações fazem parte da Operação Plateias, que cumpre 193 mandados em nove Estados e na Espanha. As investigações apontam formação de uma quadrilha suspeita de desviar R$ 57 milhões, disse o procurador-regional da República Douglas Fisher.

Os nomes dos presos, do foragido e das empresas não foram divulgados.

Segundo a operação, cujas investigações começaram em 2012, empresas que participaram de licitações no governo de Rondônia faziam doações formais ou informais para campanhas eleitorais.

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Em troca, a licitação era conduzida de forma que a vencedora fosse a empresa envolvida no esquema. A PF apurou que houve inclusive dispensa de concorrência em algumas situações.

Entre os contratos sob investigação, está o da contratação de vigilantes para escolas e hospitais, a construção de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e a compra de medicamentos, entre outros.

As irregularidades, segundo a polícia, envolveram oito secretarias Estaduais em RO, entre elas Saúde e Educação. Juntos, os contratos que estão sob suspeita somam R$ 290 milhões.

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De acordo com o superintendente da PF-RO, Carlos Manoel Gaya, os desvios foram destinados para campanhas eleitorais de 2012, quando houve disputas municipais.

Não se sabe se houve uso desses recursos na campanha de reeleição de Moura.

Os investigados na operação podem responder pelos crimes de fraude a licitações, organização criminosa, concussão e corrupção passiva e ativa.

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Na operação, também ocorreram 26 mandados de busca no Estado. Ao todo participam da ação 300 policiais federais.

A reportagem tentou, mas não conseguiu ouvir o governo de RO sobre a ação. Moura pode dar uma entrevista coletiva após o término de seu depoimento.

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