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Fitch coloca notas de crédito de empreiteiras em observação negativa

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SÃO PAULO, SP - A agência de classificação de risco Fitch anunciou em nota na noite desta quarta-feira (19) que colocou todas as empresas brasileiras de construção pesada em observação negativa.
Segundo a Fitch, a ação reflete "preocupações da agência com o impacto das acusações de corrupção em contratos com Petrobras nas finanças e nos negócios dessas companhias".
A empresa deixou em observação de crédito negativa as notas de crédito -conhecidas como ratings- das empreiteiras e de seus braços financeiros e de investimento Camargo Corrêa SA, CCSA Finance, Construtora Andrade Gutierrez SA, Andrade Gutierrez International SA, Construtora Norberto Odebrecht SA, Odebrecht Finance Limited, OAS SA, Construtora OAS SA, OAS Investments GmbH, OAS Finance Ltd, Construtora Queiroz Galvão SA, Galvão Participações SA, Galvão Engenharia SA.
"O grau do impacto do ambiente operacional cada vez mais negativo vai variar de companhia para companhia. Mais clareza sobre isso é esperada para dentro de seis meses, com os ratings individuais sendo ajustados de acordo", afirmou a Fitch em comunicado à imprensa.
No comunicado em que anunciou a decisão, a agência informa que os principais pontos de preocupação são:
- O impacto financeiro de um ambiente operacional mais desafiador, devido à alta concentração do setor público na carteira de obras de diversas empresas;
- Possíveis suspensões, atrasos ou reduções parciais de recebíveis existentes ou de requerimentos junto à Petrobras;
- Potenciais reestruturações, suspensões ou atrasos de contratos entre a Petrobras e algumas companhias;
- Crescente averiguação de contratos vigentes ou futuros com a Petrobras ou qualquer outro ente governamental;
- Incapacidade de algumas empresas do setor de participar de novos projetos com órgãos públicos;
- Redução no acesso ao financiamento de bancos privados, mercado de capitais e entidades relacionadas ao governo, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
- Redução do ritmo de acordos de concessão privada, pois as empresas do setor frequentemente atuam como investidoras, operadoras e/ou empreiteiras.
- Prováveis penalidades financeiras.
Apesar das críticas aos erros das agências de risco, principalmente no pico da crise global, em 2008, essas avaliações ainda servem de parâmetro para grande parte do mercado internacional.
Suas avaliações, porém, pesam nas decisões de investidores e tendem a causar impacto no dólar e na Bolsa.

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