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Vargas relata sinais de depressão após expulsão e procura ajuda profissional

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O atacante Eduardo Vargas tem passado por dias difíceis desde que foi expulso na eliminação do Atlético-MG para o Palmeiras nas quartas de final da Libertadores, há duas semanas. O chileno de 32 anos revelou, em entrevista à TV Globo, que decidiu buscar ajuda profissional após perceber sinais de depressão nos dias seguintes ao jogo.

"Depois da expulsão, eu caí tipo na depressão. Me sentia com vontade de nada. Não queria sair na rua, não queria ir ao supermercado. Inclusive meus filhos vieram no fim de semana. A gente ficou aqui com meus amigos e filhos deles. Saímos aqui no parquinho (do condomínio), sendo que eu podia ter levado no shopping, sabe? Qualquer lugar para eles desfrutarem. Mas não tinha vontade. Porque eu sabia que talvez o atleticano, o torcedor, ia me olhar de uma forma diferente", disse o jogador.

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A derrota por 6 a 5 para o Palmeiras nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal, foi a última partida em que Vargas esteve entre os relacionados do Atlético-MG. Contra Coritiba e Goiás, pelo Brasileirão, ficou de fora. O atacante admite que está em baixa, mas não quer deixar o Atlético-MG, mesmo depois de ser o principal de protestos feitos por membros da torcida organizada Galoucura na última quarta-feira.

Vargas foi abordado quando deixava o CT Cidade do Galo e parou o carro para conversar com os torcedores. Acusado de estar frequentando festas enquanto o time passa por um momento delicado, respondeu que sequer tem saído de casa, mas continuou sendo cobrado. Na entrevista desta quinta, comentou sobre o acontecimento.

"Nunca tinha acontecido isso comigo. Nem no Grêmio, em 2013. Nem em outro time. Muito difícil acreditar no que aconteceu. Mas, eu respeito a torcida. A gente tem que ser cobrado. Então, depois que eles me cobraram, eu respondi. Estou no meu direito de responder algumas coisas. Mas, depois me senti chateado. Porque, como te falei, nunca aconteceu isso comigo", afirmou.

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"Eu estou em uma fase ruim, mas por isso, eu já me desculpei com meus companheiros, meu treinador Cuca, Não tive a oportunidade de me desculpar com a torcida. Quero dizer que estou muito arrependido por causa da eliminação da Libertadores. Pedir desculpa a todo torcedor que sempre está apoiando no estádio. Fiquei chateado", concluiu.

Em meio à turbulência, Vargas contratou uma equipe com um preparador mental e um neurocientista para ajudá-lo a se recuperar psicologicamente. "Me senti muito culpado. Por isso que eu procurei ajuda nesse momento muito difícil. Eu cai na depressão, sabe? Está me ajudando muito. Estou saindo daqui com mais vontade de tentar ganhar confiança do treinador, companheiros e principalmente da Massa", contou.

O próximo jogo do Atlético-MG é um clássico com o América-MG, marcado para as 16 horas de domingo, no Independência. Há a possibilidade de que Vargas volte a ser relacionado.

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