Uefa suspende Prestianni, do Benfica, por conduta discriminatória contra Vini Jr
Punição da entidade máxima do futebol europeu engloba jogos de competições da Uefa e da Fifa, incluindo a seleção argentina
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A Uefa anunciou nesta sexta-feira a suspensão de seis jogos do atacante argentino Prestianni, do Benfica, em decorrência de uma conduta discriminatória registrada durante o confronto contra o Real Madrid, pela Champions League, em fevereiro deste ano. A decisão determina que três dessas partidas possuem caráter efetivo, enquanto as outras três estão sujeitas a um período probatório de dois anos. Na prática, o jogador terá que cumprir efetivamente dois jogos adicionais, uma vez que a sanção já contabiliza a suspensão provisória cumprida pelo atleta no jogo de volta das oitavas de final, realizado no Santiago Bernabéu.
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O Benfica confirmou, por meio de nota oficial, que foi notificado sobre a punição e destacou que a penalidade deverá ser cumprida em torneios organizados pela Uefa ou em competições da Fifa, o que inclui compromissos da seleção argentina. Em comunicado, o clube português detalhou que a sanção foi motivada pelo uso de linguagem ofensiva durante a partida disputada no Estádio da Luz, em Lisboa.
O episódio ocorreu no segundo tempo do confronto, logo após Vinícius Júnior abrir o placar para o Real Madrid. A celebração do atacante brasileiro junto à bandeirinha de escanteio provocou uma reação imediata dos jogadores do Benfica, resultando em uma confusão generalizada. Na sequência, Vini Jr. denunciou ter sido alvo de ofensas racistas por parte de Prestianni, acusação que foi corroborada por Kylian Mbappé, que afirmou ter ouvido o argentino repetir termos racistas contra o brasileiro por cinco vezes.
Diante da denúncia, o árbitro francês François Letexier acionou o protocolo antirracismo da Uefa e paralisou a partida por cerca de 10 minutos. Durante a interrupção, Vinícius Júnior recebeu apoio de seus companheiros de equipe e do técnico do Benfica, José Mourinho. O ambiente no estádio deteriorou-se com a torcida portuguesa passando a hostilizar o brasileiro com xingamentos e arremesso de objetos.
Após o encerramento do jogo, o caso ganhou contornos de disputa sobre a natureza da ofensa. Enquanto Prestianni negou as alegações de racismo, o volante Tchouaméni relatou que o argentino teria admitido ter proferido a palavra "maricón" — termo de cunho homofóbico — em vez de "mono", termo racista que gerou a denúncia inicial. O caso reforçou a recorrência de episódios de preconceito enfrentados por Vinícius Júnior no futebol europeu, que na ocasião utilizou suas redes sociais para condenar o ocorrido.