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Uefa ameaça processar Infantino em carta e alerta sobre 'não destruir provas'

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O clima se intensifica cada vez mais para Gianni Infantino no comando da Fifa. Desta vez, veio a público uma carta enviada pela Uefa em tom de ameaça de processos ao presidente da entidade a respeito do projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE) de vender a Copa do Mundo, além de alerta para que Infantino não destrua provas.

As informações são do jornal britânico The Telegraph, que teve acesso à carta enviada a Infantino. Além disso, a mensagem do órgão que organiza o futebol europeu também se dirige a Joshua Kushner, Greg Maffei, JP Morgan e OpenEconomics, afirmando que está avaliando ativamente medidas legais, arbitragem e/ou denúncias regulatórias decorrentes do empreendimento fracassado da FFE.

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Infantino rapidamente cancelou os planos da FFE, que visava vender participações a investidores privados do seu principal torneio - a Copa do Mundo - e outros eventos, após uma revolta internacional sem precedentes contra uma proposta que envolvia pessoas ligadas a Donald Trump.

O protesto foi encabeçado pela Uefa, que anunciou que seus 55 membros irão boicotar a Copa do Mundo caso Infantino prosseguisse com seus planos. Além disso, luta para que o mandatário deixe seu posto imediatamente. Fifa e Uefa têm públicos conflitos desde 2021, quando a Superliga foi criada.

A Uefa é dirigida desde 2016 pelo esloveno Aleksander Ceferin, um dos principais nomes que bate de frente com o modelo de gestão de Infantino. A entidade europeia, que já batia de frente com a Fifa, agora ameaça entrar num processo judicial gigante em razão da FFE.

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Na carta enviada a Infantino na última sexta-feira, 31 de julho, à qual o The Telegraph teve acesso, o órgão europeu diz que: "A Uefa, por meio deste instrumento, notifica formalmente que está avaliando ativamente medidas legais, arbitragem e/ou denúncias regulatórias (conjuntamente, os "processos") decorrentes e relacionados ao plano FFE proposto pela Fifa e a todos os assuntos correlatos, conforme descrito em mais detalhes abaixo."

"Você (Infantino) e a Fifa devem tomar medidas imediatas para identificar, localizar e preservar todos os documentos e informações armazenadas eletronicamente descritos neste aviso que estejam em sua posse, custódia ou controle, ou na posse, custódia ou controle da Fifa", continuou a carta. "Essas obrigações existem independentemente de qualquer política interna de retenção que você ou sua organização mantenham e prevalecem sobre quaisquer políticas de rotina de destruição ou exclusão de documentos que, de outra forma, se aplicariam."

E seguiu: "considerando que é previsto um processo judicial, você (Infantino) é obrigado a preservar todos os materiais relevantes (definidos abaixo) para efeitos imediatos". A carta listou uma série de documentos e informações que deveriam ser preservadas, além do nome das pessoas que estariam de posse de tais provas.

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Foram citados na carta nomes como Arsene Wenger, chefe de desenvolvimento global do futebol da Fifa, Mattias Grafstrom, secretário-geral da entidade, e Kevin Lamour, diretor de operações, que divulgaram um comunicado na última sexta-feira dizendo que eles e outros haviam sido enganados por Infantino.

Por fim, a Uefa disse que quaisquer sumiços dos materiais seriam considerados como destruição de prova, e ainda fez exigências a Infantino, como a confirmação do recebimento da carta em cinco dias. São elas: 1) confirmar o recebimento e o entendimento da carta; 2) que Infantino teria tomado as medidas imediatas para preservar os materiais relevantes como solicitado; 3) a identidade do funcionário ou indivíduo responsável por supervisionar o cumprimento da notificação na Fifa; 4) informar caso Infantino tiver conhecimento de algum material relevante que já tenha sido destruído ou apagado.

Na terça, a Fifa teria anunciado quem seriam os envolvidos. Dentre os nomes estava Joshua Kushner, cujo irmão mais velho, Jared, é genro de Donald Trump. Também ligado ao presidente dos EUA estaria Greg Maffei, presidente-executivo da Bann Ventures, que foi presidente e diretor-executivo da Liberty Media durante a aquisição da propriedade da Fórmula 1.

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A Fifa foi procurada pelo jornal britânico, mas não se manifestou.

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