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Santos afunda Inter com redenção de Gabigol e se afasta de vez da zona de queda no Brasileirão

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A briga contra o rebaixamento no Brasileirão parece algo superado no Santos após a terceira vitória seguida como visitante na competição. Neste domingo, a equipe de Cuca não teve Neymar, machucado, mas contou com a redenção de Gabigol após semana tumultuada para superar e afundar o Internacional, no Beira-Rio, com importante triunfo por 3 a 2 após primeiro tempo maiúsculo.

Gabigol foi o 'cara' em Porto Alegre, com dois gols e um pênalti sofrido em lance que resultou an expulsão de Matheus Bahia. O camisa 9 havia se envolvido em polêmicas ao longo da semana após declarações de amor ao Flamengo e também por prever um retorno vitorioso ao Cruzeiro em 2027. O centroavante pertence ao clube mineiro e teve de se explicar, garantindo que jamais pensou em deixar o Santos, apesar das dificuldades financeiras.

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Dizendo-se feliz na Vila Belmiro, Gabigol quer permanecer, apesar de nova negociação com os mineiros ser complicada - ele está emprestado até dezembro. Enquanto o futuro não se decide, ele mostrou em campo que pode ser útil mesmo sem a parceria do astro Neymar.

Neste domingo, sob a batuta de Gabigol, o Santos subiu para os 32 pontos na tabela, abrindo sete da zona de rebaixamento, da qual espera não se aproximar mais após mostrar-se um visitante indigesto nos últimos jogos, nos quais bateu Vasco, Corinthians e agora o Internacional, o 18º, com 25.

SOB PRESSÃO, INTER ERRA E SANTOS NÃO PERDOA

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Em enorme crise, eliminado pelo rival Grêmio na Copa do Brasil e afundado entre os piores, o Internacional entrou em campo para salvar a pele do suspenso técnico Paulo Pezzolano e buscando acabar com longo jejum de nove jogos sem ganhar no Brasileirão.

Desde os 4 a 1 diante do Vasco, em maio, foram cinco derrotas e quatro empates na competição, despencando para a zona de queda. Único a não vencer após a Copa do Mundo, os gaúchos saíram com tudo para o ataque, mesmo sem o destaque Bernabei e com enorme pressão. O Santos, ciente que uma igualdade não era ruim, se postava na defesa apenas aguardando um contra-ataque.

E a primeira chance já resultou em gol. Félix Torres pisou no bola e a deixou para Gabigol avançar e bater cruzado para abrir o placar logo aos sete minutos. A irritada torcida colorada começou a vaiar o equatoriano a cada toque na bola, revoltada com o erro fatal.

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O Santos marcava bem, protegia com maestria a área de Gabriel Brazão, e via Gabigol dar enorme trabalho na frente. Em nova arrancada do centroavante, o árbitro anotou pênalti de Matheus Bahia e deu amarelo ao volante. O VAR sugeriu a expulsão após o puxão bobo pela camisa e o Inter ficou com um a menos em campo. Para piorar, ainda viu o atacante ampliar. Matheus Cunha até tocou na bola, mas ela entrou mansamente.

O Inter não se encontrava em campo e dava espaços para o Santos. Após cruzamento da direita, Oliva apareceu livre na área para ampliar. O clima no Beira-Rio era de insatisfação e muitos torcedores deixaram o estádio ainda na primeira etapa. Quem permaneceu, protestava com gritos de "vergonha, vergonha, time sem vergonha."

VOLTA LIGADA DO INTER E REAÇÃO INSUFICIENTE

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O Inter voltou dos vestiários com Aguirre na vaga de Sanabria. E foi dos pés do lateral que saiu o gol colorado, logo aos 3 minutos. Pouco antes, Carbonero já havia exigido bela defesa de Brazão.

Vendo o rival 'aceso' após a pausa, Cuca logo chamou Arthur para a estreia do meio-campista ex-Grêmio. O volante entrou na vaga do atacante Caballero para tentar reorganizar a equipe, incrivelmente sofrendo enorme pressão de um oponente com somente 10 em campo.

Sem poder jogar contra o Cruzeiro na próxima rodada, sábado, na Vila Belmiro, Gabigol forçou o terceiro amarelo muito cedo na segunda etapa. Mas o Santos, reforçado na marcação, equilibrou a etapa e logo deixou os gaúchos desmotivados a buscarem um possível empate. Na verdade, quase levaram o terceiro do camisa 9 santista, que bateu para desvio da marcação.

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O clima esquentou entre os jogadores e sobraram cartões amarelos que prejudicam o Santos para a próxima rodada. Além de Gabigol, o time perdeu, por suspensão, Gustavinho e Escobar.

Já pensando no duelo do meio de semana com o Atlético-MG pelas quartas da Copa Sul-Americana, Cuca tirou suas principais peças e promoveu outra estreia, de Lima. O mexido Santos resolveu dar emoção ao jogo com pênalti de Miguelito, no seu primeiro lance, em Vitinho. O VAR entrou em ação novamente, mas a falta acabou confirmada e Bruno Henrique diminuiu.

O Santos foi preguiçoso na etapa final, acabou sofrendo pressão desnecessária nos minutos finais e quase deixa escapar uma vitória que poderia ser tranquila. Mas soube se segurar nos oito minutos dos acréscimos para desencantar no Beira-Rio após 18 anos de insucessos no estádio.

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FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 2 X 3 SANTOS

INTERNACIONAL - Matheus Cunha; Bruno Gomes, Félix Torres, Mercado e Matheus Bahia; Ronaldo (Villagra), Thiago Maia (Paulinho) e Alan Patrick (Bruno Henrique); Vitinho, Carbonero (Eliasson) e Sanabria (Aguirre). Técnico: Martín Varini (auxiliar).

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SANTOS - Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Willian Arão, Luan Peres e Escobar; Christian Oliva, Gustavo Henrique (João Schmidt), Gabriel Bontempo (Lima) e Rollheiser (Miguelito); Gabigol (Thaciano) e Caballero (Arthur). Técnico: Cuca.

GOLS - Gabigol, aos 7 e aos 28, e Oliva, aos 38 minutos do primeiro tempo; Aguirre, aos 3, e Bruno Henrique, aos 45 do segundo.

CARTÕES AMARELOS - Escobar, Gustavo Henrique, Rolheiser e Gabigol (Santos); Ronaldo, Aguirre, Vitinho e Paulinho (Internacional).

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CARTÃO VERMELHO - Matheus Bahia (Internacional).

ÁRBITRO - Alex Gomes Stefano (RJ).

RENDA - R$ 1.115.794,50.

PÚBLICO - 23.748 presentes.

LOCAL - Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

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