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SAF do Botafogo tem pedido aceito pela Justiça e entra em recuperação judicial

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A SAF do Botafogo teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça do Rio de Janeiro e iniciou oficialmente o processo de reorganização financeira. A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial, na madrugada desta sexta-feira, 15.

No documento, ao qual o Estadão teve acesso, a Justiça reconhece um passivo total estimado em R$ 2,5 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 1,28 bilhão está incluído diretamente no processo de recuperação judicial.

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O Botafogo já havia conseguido, no fim de abril, medidas cautelares que antecipavam parte dos efeitos da recuperação. Agora, porém, o procedimento passa a tramitar oficialmente, com a definição das regras, obrigações e prazos que deverão ser cumpridos pela SAF nos próximos meses.

Entre as medidas autorizadas está o chamado "stay period", mecanismo que interrompe temporariamente execuções e cobranças contra a empresa em recuperação. Com isso, ficam suspensas ações de bloqueio e penhora de bens do clube enquanto o processo estiver em andamento.

A decisão também impede o vencimento antecipado de dívidas e abre caminho para que a SAF possa buscar financiamento no modelo DIP (Debtor-in-Possession), modalidade utilizada por empresas em recuperação judicial para manter suas operações durante a reestruturação.

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Outro ponto definido pela Justiça foi a confirmação de Eduardo Iglesias como gestor judicial da SAF. O nome foi escolhido em assembleia após a recusa de Durcesio Mello.

Além disso, foi mantida a suspensão dos direitos políticos da Eagle Football Holdings, empresa ligada a John Textor. Com isso, o Botafogo Associativo continua responsável pelo controle da estrutura administrativa e pela indicação do gestor.

Agora, a SAF terá até 60 dias para apresentar um plano detalhado de recuperação financeira. Após a publicação do edital com a relação de credores, os envolvidos terão prazo de 15 dias para habilitar créditos no processo.

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O pedido de recuperação judicial foi protocolado pela SAF com o argumento de proteger as atividades do clube e preservar ativos, incluindo jogadores e receitas futuras. O Botafogo atravessa um período de forte pressão financeira, com dívidas bilionárias e pendências que incluem até transfer ban imposto pela Fifa.

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