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Reeleito presidente da Uefa, Ceferin apoia Copa no Marrocos e promete combate ao racismo

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O esloveno Aleksander Ceferin foi reeleito presidente da Uefa nesta quarta-feira e continuará mais quatro anos no cargo, até 2027. Em suas primeiras palavras após a reeleição, tratou de assuntos como o acréscimo do Marrocos à candidatura conjunta de Portugal e Espanha para sediar a Copa do Mundo de 2030 e prometeu uma postura severa de combate ao racismo nos estádios.

Ceferin, que já se manifestou contra candidaturas intercontinentais no passado, mostrou apoio ao ingresso do Marrocos à proposta europeia para sediar o Mundial, já que o país africano é próximo às duas nações europeias. "Me parece uma boa ideia", disse o presidente após o congresso que o reelegeu. "Tem sentido unir forças com o Marrocos, pois está muito perto da Espanha e de Portugal".

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Até o momento, a única concorrência na corrida para ser sede da Copa de 2030 vem da Conmebol, que lançou Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile como candidatos. A entidade sul-americana apela para o simbolismo para tentar vencer a batalha, já que o Uruguai sediou o primeiro Mundial, em 1930, e a edição de 2030 marcará os 100 anos do torneio.

Problema em alta nos últimos meses no futebol europeu, o racismo também foi abordado por Ceferin, que prometeu punições mais duras para coibir ataques racistas em estádios. "Talvez tenha chegado a hora de tomar medidas mais severas. Talvez tenha chegado a hora de levar certa gente aos tribunais", afirmou o esloveno.

Muitos casos de racismo têm sido registrados no futebol europeu nos últimos meses, principalmente na Espanha, onde o brasileiro Vinícius Júnior é constantemente atacado, não à toa a LaLiga já registrou oito denúncias de racismo praticado contra ele. Na última terça-feira, na Itália, a vítima foi Romelu Lukaku, da Inter de Milão, alvo de ofensas racistas em clássico com a Juventus. Ao falar sobre o tema, Ceferin não citou nenhum caso específico.

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"Infelizmente, algumas pessoas ainda não entenderam este conceito, e por isso devemos repensar o nosso enfoque. Em colaboração com as federações e os clubes, deveríamos buscar os malfeitores cada vez que atletas sofrem insultos racistas, homofóbicos ou sexistas durante competições da Uefa", concluiu.

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